Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,90 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,23 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,46 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,27 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,04 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,43 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,52 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,92 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,03 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,24 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 154,53 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,17 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,61 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,63 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,64 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.461,42 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.355,06 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,39 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,87 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,58 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 163,44 / cx
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Empresa

Ajinomoto amplia mix para o varejo

A projeção é crescer 15% em cinco anos. No mundo, as vendas somaram US$ 14 bilhões.

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Fabricante do tempero Sazón, a japonesa Ajinomoto lançou em agosto a Satis, nova marca para o varejo brasileiro, que vai funcionar como guarda-chuva para uma série de produtos da empresa para o consumidor final. O primeiro item é o molho shoyu – até então oferecido pela companhia apenas para o segmento de “food service” (alimentação fora do lar, como restaurantes).

Sete outros projetos estão na mesa da equipe de novos negócios da Ajinomoto no Brasil. A meta é que a Satis seja a quinta principal marca de varejo entre as dez que a multinacional tem no país – como a própria Ajinomoto, a sopa individual Vono, o suco em pó Mid, e a Sazón.

“Se tivermos a oportunidade de levar ao varejo outros itens já vendidos no food service, vamos fazer. Depende da necessidade e da demanda. A Sazón começou no varejo em 1988 e foi para o food service”, diz Ichiro Sakakura, diretor-executivo da divisão de alimentos da Ajinomoto no Brasil.

O Brasil é a segunda maior operação da Ajinomoto fora do Japão, atrás da Tailândia. Por aqui, a receita do grupo foi de R$ 1,9 bilhão no ano fiscal encerrado em março – 5,5% a mais do que a do exercício anterior. A projeção é crescer 15% em cinco anos. No mundo, as vendas somaram US$ 14 bilhões. O valor corresponde às cinco áreas de negócios da companhia: alimentos, ingredientes para a indústria alimentícia, aminoácidos, nutrição animal e agronegócios.

O lançamento da Satis marca a entrada da Ajinomoto em molho líquido no Brasil. O mercado de shoyu movimentou R$ 198 milhões e 14 mil toneladas em 2011. Cresce 6% ao ano e está em 20% dos lares brasileiros, afirma Jackline Procopio, gerente da Satis. A meta é ser vice-líder em shoyu até 2016, atrás da Sakura, que vende o molho há mais de 40 anos no Brasil.

A Ajinomoto não informa o investimento na Satis; diz apenas que representou metade do montante destinado aos novos negócios. A verba saiu do caixa da empresa no Brasil.

Foram dez meses desenvolvendo a marca. O shoyu tem duas versões e a estratégia é associá-lo ao preparo de salada e carne. O produto é fabricado por uma empresa terceirizada em Monte Alto, interior paulista. A Ajinomoto tem quatro fábricas no país, – em Limeira, Laranjal Paulista, Valparaíso e Pederneiras (SP). A companhia não descarta produzir a nova linha em suas unidades no futuro. “Ainda vamos ver o ponto de equilíbrio em que vale a pena investir em maquinário”, diz Sakakura.

A baixa presença nas cozinhas do país dá ao molho espaço para crescer, diz Jackline. “Muitos consumidores não sabem usar shoyu. Identificamos potencial para consumir com carne e salada e por isso criamos duas versões, com sabores diferentes.”

Feito à base de soja, o shoyu é associado à culinária oriental. Segundo a fabricante japonesa de alimentos Kikkoman, o molho foi inventado na China há 2,5 mil anos e é um dos condimentos mais antigos do mundo. A produção se espalhou, e o Japão desenvolveu técnicas de refinamento e fermentação. No século 17, os japoneses transformaram o shoyu no molho que conhecemos hoje. A Kikkoman tem o Museu do Shoyu dentro da fábrica de Noda, no Japão.

Sakakura e Jackline dizem que a parte mais trabalhosa da preparação da nova linha foi a concepção da marca Satis, pois a Ajinomoto já oferecia o shoyu para o food service. Contrataram a consultoria FutureBrand e o projeto começou “do zero” – e terminou em menos de um ano. A decisão de lançar o shoyu se deu nesse tempo, mas a Ajinomoto tinha interesse em outras categorias. “Não foi mais fácil [decidir pelo shoyu], mas foi menos complexo do que os outros produtos”, diz Jackline.

Os dois executivos trabalham na Ajinomoto há bastante tempo: ele há 26 anos, e ela, há dez. Sakakura é japonês e começou na empresa na sede, em Tóquio. Morou em São Paulo entre 1996 e 2004, quando era gerente de marketing, e voltou em 2012, no atual cargo. Jackline começou como estagiária na área de refrescos da filial brasileira.

Fundada em 1909, a Ajinomoto chegou ao Brasil em 1956. Está em 26 países, tem 107 fábricas e 28 mil funcionários, sendo 2,6 mil aqui.

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