Divisão Carnes teve um excelente desempenho, com alta de 38,4% sobre o 3T14 e registro de receita de R$ 2,06 bilhões.
Outro fator positivo é que o capital de giro do trimestre contribuiu com R$ 197 milhões para geração operacional de caixa (em 30/9/2015, a posição de caixa era de R$ R$ 3,6 bilhões, cerca de 2,6 vezes superior aos vencimentos de curto prazo). Com estes resultados, somados ao desempenho acumulado de janeiro a setembro, a Minerva mantém o guidance de receita líquida para este ano, com intervalo de R$ 9,5 bilhões a R$ 10,5 bilhões, divulgado em março.
A Divisão Carnes, que historicamente representa 80% da receita consolidada da companhia, teve um excelente desempenho, com alta de 38,4% sobre o 3T14 e registro de receita de R$ 2,06 bilhões. Este resultado é explicado principalmente pelas exportações, com receita 60,4% maior que no 3T14, atingindo R$ 1,51 bilhão no mercado externo com embarque de 89,7 mil toneladas de carne bovina (17,8% a mais que no 3T14), de um total de 137,5 mil toneladas produzidas.
Leia também no Agrimídia:
- •O que a guerra do Oriente Médio pode dificultar no mercado brasileiro? Entenda
- •Acordo Mercosul–UE pode ampliar competitividade do agro brasileiro
- •Torção do mesentério em suínos: evidências genéticas e implicações para o melhoramento animal na Suinocultura Industrial de fevereiro
- •Refrigeração de ovos: boas práticas, legislação e desafios no mercado global ao anuário de Avicultura Industrial
Outros fatores apontados para este resultado são a consolidação das aquisições realizadas em 2014, pelo início da operação na Colômbia e pela desvalorização do Real em relação ao Dólar norte-americano. Os outros 20% estão relacionados a outras unidades, como exportação de gado vivo, couros, revenda de produtos de terceiros, Minerva Fine Foods e Minerva Casings; neste caso, destaque para as exportações de couros, que registraram alta de 46% sobre o 3T14.
A respeito da alavancagem financeira no final do 3T15, medida por meio do múltiplo da dívida líquida / EBITDA dos últimos 12 meses, ficou em 4,8 vezes. Porém, vale reforçar que, ao anualizar o EBITDA do 3T15 (R$ 278,2 milhões), com objetivo de excluir o impacto da volatilidade cambial dos últimos 12 meses na geração de caixa, bem como capturar o benefício da integração das recentes aquisições da companhia, a relação da dívida líquida / EBITDA anualizado cai para 3,8 vezes.
Sobre o cenário econômico do Brasil, a companhia informa que, apesar do atual cenário macroeconômico implicar em uma série de dificuldades e exigir ajustes, há também oportunidades interessantes para empresas que têm forte atuação no mercado internacional. O setor de carnes, especificamente, percebe pressões baixistas no preço da arroba de boi, por um lado, e oportunidade de melhoria das margens da exportação em razão da desvalorização cambial, por outro.
Além disso, a empresa destaca os efeitos do aumento do uso de tecnologias de suplementação a pasto e semiconfinamento e maior disponibilidade de animais de confinamento, que colaboraram para melhor regularidade no fornecimento de gado e maior produtividade da indústria.
“A Minerva reforça sua posição entre as líderes da América do Sul na produção e comércio de carne in natura, gado vivo e seus derivados, além da sua atuação no setor de processamento de carnes bovina, suína e de aves”, comenta Fernando Galletti de Queiroz, Diretor Presidente da companhia.
O executivo conta que, atualmente, 65% das operações da Minerva estão no Brasil, distribuídas em sete Estados, 15% no Uruguai, 15% no Paraguai e 5% na Colômbia, o que torna a empresa destaque no que diz respeito à diversificação geográfica na produção e originação de carne bovina na América do Sul.






















