Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,25 / kg
Soja - Indicador PR R$ 154,95 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 162,02 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,85 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,13 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,58 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,69 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,65 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,62 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,76 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 156,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,61 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,35 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.509,74 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.385,09 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 161,30 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 135,16 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Renda menor torna frigoríficos mais cautelosos em 2003

No mercado interno, consumidor mais seletivo faz empresas arriscarem menos em seus lançamentos.

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Redação AI 17/04/2003 – Um consumidor mais seletivo e com menos dinheiro no bolso está tornando os frigoríficos mais cautelosos na hora de lançar novos produtos no varejo. As empresas esperaram o primeiro trimestre para definir os itens que devem ser lançados este ano e estão priorizando produtos cujos preços caibam no orçamento do consumidor.

As incertezas provocadas pelo aumento da inflação e pelos conflitos no Iraque reforçaram essa precaução, conforme frigoríficos e analistas.

Além da mudança de comportamento do cliente, outros motivos justificam o cuidado: novos produtos requerem mais investimentos por parte das indústrias e maior disposição do varejo de abrir espaço em suas gôndolas.

A Seara Alimentos, que planeja colocar 27 itens no mercado este ano, focará os lançamentos em “produtos que vendem” e que tenham custo “compatível com o mercado brasileiro”, de acordo com o diretor-comercial Paulo Tramontini. Entre eles estão empanados, variações nos cortes de aves e a ampliação na linha light. A empresa também fará adaptações nas linhas de embutidos.

“A estratégia é melhorar a rentabilidade no mercado interno focando em produtos que vendem”, diz Tramontini. No ano passado, observa, a lucratividade no mercado interno – que responde por 30% da receita da Seara – foi pequena por causa da alta de custos. Com o mercado externo mais vantajoso, a Seara voltou-se para as exportações e lançou apenas seis produtos no país.

Depois de avaliar o primeiro trimestre, a Perdigão está otimista com as perspectivas para este ano e acredita que o “ânimo do varejo deve voltar”, nas palavras de Antônio Zambelli, diretor de marketing da empresa. O frigorífico planeja lançar 30 itens das marcas Perdigão e Batavo de maio a outubro deste ano, entre os quais “projetos inéditos”.

Para Zambelli, até 2001 o país tinha um consumidor ávido por novos produtos – ainda uma herança do Plano Real – e os comerciantes viam isso como uma forma de incrementar as vendas. Mas as incertezas a partir de 2002 tornaram o consumidor mais seletivo.

Para o executivo, se o cenário econômico continuar positivo, o varejista voltará a “encantar” o consumidor. “Já existem sinais de um maior ânimo no varejo”.

O consultor Nelson Barrizelli acredita que, em 2003, dois fatores novos reforçaram a postura cautelosa das indústrias: a bolha inflacionária acompanhada da contínua redução da renda do consumidor e o temor dos efeitos da guerra no Iraque na economia brasileira. Diante disso, os lançamentos devem ser mais seletivos e com valor agregado, avalia.

Também fica mais difícil convencer o consumidor a comprar um lançamento num cenário de menor disponibilidade de renda. “Para o consumidor ser levado a experimentar um produto novo, é necessário que ele reconheça características que não viu em outro”, afirma o consultor.

Outro efeito da cautela das indústrias é a aposta em produtos que já têm bom desempenho no mercado, como empanados e nuggets. Exemplo disso é a Doux Frangosul, que tem importante participação no mercado gaúcho e vai reforçar o marketing de sua linha de nuggets e empanados. “A estratégia é trabalhar a ação comercial de produtos com bom desempenho”, diz o diretor-presidente da companhia, José Augusto Lima de Sá.

De novidade, a Doux Frangosul adaptará para o gosto brasileiro produtos já lançados no exterior – a empresa não revela quais – e investirá numa linha de cortes resfriados de peru.

Lima de Sá explica a estratégia cuidadosa: “A massa salarial da população vem caindo e há incapacidade de absorver aumentos de custos”. Por isso, afirma, não adianta investir em novos produtos se existe uma limitação na renda do consumidor.

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