Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 66,45 / kg
Soja - Indicador PRR$ 120,17 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 125,93 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,81 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 5,67 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 5,27 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 5,18 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 5,42 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 156,60 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 156,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,22 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 178,89 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 148,58 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 167,80 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,34 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,36 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.339,61 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.227,34 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 180,12 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 152,10 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 165,67 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 179,88 / cx

Suinocultura penalizada

Os prejuízos para a cadeia produtiva estadual ultrapassam os US$ 230 milhões, com pesadas perdas para os produtores independentes.

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Redação (30/05/06) – O governo federal entoa diariamente o canto ufanista que alardeia de Norte a Sul do país o sucesso da agroindústria exportadora brasileira, tendo como platéia-alvo os milhões de eleitores que irão às urnas em outubro próximo, e os produtores rurais, nesse meio tempo, perdem o sono às voltas com dívidas e toda sorte de problemas que obstaculizam a produção. A suinocultura catarinense, por exemplo, foi torpedeada em cheio pela desídia de Brasília, cuja estratégia para a agropecuária parece ater-se mais à retórica e aos fins propagandísticos do que ao desenvolvimento: desde que a atual administração federal assumiu, os recursos destinados à vacinação dos rebanhos nacionais vêm sendo reduzidos ao limite da temeridade, de tal sorte que não foi surpresa a eclosão, no Centro-Oeste, em 2005, de surtos de febre aftosa que levaram diversos países a suspender as importações de carnes brasileiras. Por conta desse amadorismo, a Rússia, principal comprador de carne suína catarinense, suspendeu as importações em 12 de dezembro passado, a despeito de ser o Estado o único do Brasil a credenciar-se com a certificação de área livre de aftosa sem vacinação.

Estes estão perdendo R$ 1 por quilo de carne, o que significa que a classe acumula prejuízos mensais de R$ 50 milhões – são abatidos, normalmente, 500 mil animais a cada 30 dias, no Estado. Eis aí um exemplo do quanto a morosidade e a falta de maior disposição do governo federal podem comprometer décadas de trabalho pertinaz de setores privados associados a uma administração estadual. Por décadas, Santa Catarina vem mobilizando um contingente significativo de técnicos e especialistas para o aprimoramento de seus rebanhos, para o desenvolvimento do cooperativismo e para a diversificação de mercados. No entanto, há meses o Estado vê-se alijado do mercado russo por conta de surtos de aftosa que irromperam a centenas de quilômetros do território estadual, sem que isso sirva ao menos para fazer com que Brasília atue com maior determinação junto a Moscou.

Faz o Estado sua parte. Na semana passada, esteve na Rússia um representante do governo catarinense, que retornou otimista com relação à possibilidade de as exportações serem retomadas nas próximas semanas. Mesmo que o sejam, não nos será lícito olvidar as terríveis falhas que o Executivo central cometeu e está cometendo, posto que o tratamento concedido por este ao setor primário deverá levá-lo, em breve, a uma crise maior que a que se presencia agora. Enquanto as autoridades federais não perceberem que não se faz desenvolvimento com discursos, por mais pirotécnicos e eloqüentes que sejam, persistirá a agropecuária brasileira a apontar para a redução da produção e da competitividade. Cabe ao governo assegurar investimentos substanciais em infra-estrutura (portos, estradas, silos de armazenagem, energia…), pesquisa científica, sanidade animal, crédito aos produtores e uma postura ousada na defesa internacional dos direitos comerciais brasileiros. Disso, temos visto muito pouco até aqui.

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