Desde o surgimento dos focos da febre aftosa no Estado do Paraná, em outubro do ano passado, os suinocultores estão vivendo um dos piores períodos de crise no setor.
Crise na suinocultura se arrasta e preço não baixa
Redação (07/07/06) – Com a confirmação do foco da doença, as exportações da carne foram barradas, desencadeando uma superoferta interna que não está sendo absorvida. Maior entrave para aumentar o consumo está no próprio preço praticado para os consumidores. Enquanto o produtor está recebendo em média R$ 1,15 pelo quilo do suíno grande, nos mercados e açougues o preço não baixa de R$ 4,30. Alguns cortes chegam a custar R$ 7,80.
Esse quadro está deixando os suinocultores revoltados porque, além de amargarem sérios prejuízos, estão vendo que a indústria, os atravessadores e os supermercados estão aumentando suas margens de lucro. Os proprietários de supermercados dizem que estão repassando o preço conforme recebem dos fornecedores, e estes alegam que o valor sofre acréscimo por uma série de fatores, como quebra no peso limpo da carcaça em torno de 30%, transporte, funcionários, inspeção sanitária, refrigeração, luz, embalagem, impostos, etc. Parte das miudezas retiradas das carcaças (couro, pés, cabeça e buchada) é reaproveitada por algumas indústrias na fabricação de alguns embutidos ou para ração.
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