Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 64,30 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 146,18 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 152,13 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,38 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,93 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 6,01 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 5,95 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 134,59 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 136,83 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 148,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,18 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 127,27 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 139,67 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,49 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,50 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.560,04 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.473,40 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,99 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 128,04 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 140,00 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 150,47 / cx
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Cotação do suíno tem aumento de 61% no MT

Produto mais valorizado no ano, a carne suína vem alcançando uma boa recuperação de preços para o produtor.

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Redação SI (26/10/07) – De acordo com a Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), as cotações de outubro apontam crescimento de até 61% nos preços do suíno em pé.

Nas principais regiões produtoras do Estado, o produto estava cotado ontem por até R$ 2,20 o quilo vivo, contra R$ 1,30 do começo do ano. Já a carcaça estava sendo vendida, em média, por R$ 3,50/Kg. Em outras regiões do país, conforme levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo (CEPEA/USP), o produto que mais valorizou no mês de outubro também foi o suíno, 12,6% a mais nas cotações.

Para o gerente administrativo da Acrismat, Custódio Rodrigues de Castro Júnior, a reação dos preços do suíno em Mato Grosso ocorreu em função do aumento da demanda e do consumo interno neste período do ano. Segundo ele, o mercado consumidor tende a ficar ainda mais aquecido até o final de novembro, já que as indústrias compram mais para estocar para o Natal.

No segundo semestre, a média de abates é de 80 mil a 90 mil cabeças por mês, um acréscimo de até 30% em relação ao volume abatido no começo do ano (70 mil suínos).

Empate:

Ter uma valorização superior às demais carnes não significa, no entanto, ganhos maiores aos produtores de suínos, de acordo com representantes do setor. "O que aumentou não foi para o nosso bolso, foi para compensar o preço dos insumos", explica Rubens Valentini, presidente da Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS). Ele diz que o preço do suíno atualmente, em muitos casos, empata com o custo de produção.

“Na verdade, o setor está pagando os prejuízos do passado”, observa Custódio Rodrigues, da Acrismat. “Os custos no primeiro semestre situavam-se em torno de R$ 1,50/Kg e, os preços para o produtor, às vezes não chegava a R$ 1,40/Kg em Mato Grosso. A atividade estava deixando de ser rentável e a maioria dos produtores estava em dificuldades”.

Na avaliação de Custódio, a melhora nas cotações vai permitir apenas uma recuperação do que o setor já perdeu este ano. “Pode sinalizar ganhos a partir de 2008. Por enquanto estamos apenas empatando”, disse, lembrando que os custos de produção – formados em sua maior parte pelos preços do milho, farelo de soja e rações – “subiram muito” este ano.

Para o gerente da Acrismat, as perspectivas para a suinocultura mato-grossense são muito boas devido aos investimentos que estão sendo realizados no Estado. “Grandes indústrias estão chegando a Mato Grosso e este é um ótimo indicador de crescimento da atividade e de melhorias para os produtores”.

Com um rebanho de 1,1 milhão de suínos – sendo 184 mil matrizes comerciais e oriundas de criatórios – Mato Grosso ocupa atualmente a 5ª colocação no ranking dos maiores produtores do Brasil. “Com os investimentos que estão sendo feitos, a nossa expectativa é ficarmos entre os três maiores produtores em um período de dez anos”, prevê Custódio.

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