Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 71,06 / kg
Soja - Indicador PR R$ 151,68 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,14 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,16 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,43 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,53 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,78 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 140,88 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,98 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 152,40 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 148,07 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,52 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,54 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.456,52 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.359,38 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,21 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,14 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 161,54 / cx
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H1N1

O poder da gripe

Artigo da médica veterinária Lilian C.S. da Cruz condena o uso do termo gripe suína e enfatiza que o consumo da carne suína não transmite o vírus.

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Secular e praticamente indestrutível, o vírus Influenza sofre mutações a cada ano, e em 2009 não podia ser diferente. Independente da variação do vírus, qualquer gripe pode matar, e, no ano passado, apenas no Estado de Santa Catarina 60 pessoas morreram devido à gripe comum.

Toda e qualquer gripe é capaz de matar seu portador, mas é o estado imunológico da pessoa que define a intensidade dos sintomas e a progressão da doença. Crianças, idosos, gestantes e adoentados são considerados susceptíveis por estarem em uma situação que deprime a imunidade, permitindo que infecções oportunistas desenvolvam-se de maneira agressiva e até mesmo fatal.

Por ser um vírus corriqueiro em humanos e animais, e por apresentar uma capacidade frenética de mutação, algumas variantes conseguem se desenvolver em uma espécie animal e acometer outra, como a Influenza H1N1. Porém, condenar o suíno, uma espécie tão mal interpretada no passado (como no caso da cisticercose que é resultado da má higienização de folhas e saladas, e não da carne suína mal passada) não é a melhor saída.

Ao definir a gripe A como gripe suína, não condenamos apenas o animal, mas toda uma cadeia produtiva da qual dependem milhares de pessoas e boa parte da economia nacional. O mercado suinícola tem sido afetado de várias formas, seja cultural, econômica ou politicamente, durante anos.

Mesmo assim, os suinocultores e indústrias frigoríficas brasileiras conseguiram tornar o País um dos maiores exportadores mundiais de carne suína. Os meios de prevenir e combater uma gripe, seja ela qual for, são praticamente os mesmos. Mas, de forma alguma a exclusão da carne suína do cardápio evitará as mortes pela Influenza, já que, por se tratar de um vírus do aparelho respiratório, sua transmissão se dá pelo ar e não pela ingestão de carne. Não existe gripe suína, existe gripe A, que mata como qualquer outra gripe.

Santa Catarina é destaque mundial na produção de suínos e aves. Não deixe um mito acabar com uma produção. A gripe de 2009 é gripe A, não gripe suína.

* Médica veterinária em Chapecó

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