Segundo FGV, alimentos de Natal têm inflação acima da média. Frango especial inteiro registra alta. Pernil e lombo suíno estão mais baratos.
Natal mais caro

Produtos alimentícios mais procurados para a ceia de Natal estão com inflação acima da média e custando mais caro que a variação média dos preços dos alimentos. A avaliação é da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que divulgou hoje (07/12) levantamento sobre o tema. A fundação fez uma lista de 14 produtos mais demandados para as festas de final de ano e apurou que a inflação média destes itens em 12 meses até novembro era de 4,76% – sendo que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) do período subiu 4,23%, e a taxa de variação média nos preços dos alimentos foi de 3% no mesmo período.
Segundo o economista da fundação e responsável pelo levantamento, André Braz, a inflação média dos preços dos produtos da ceia de Natal foi fortemente influenciada pela batata inglesa, cujo preço subiu 85,60% em 12 meses até novembro. “O preço da batata disparou fortemente e acabou elevando os preços na média” explicou o economista.
Na avaliação do economista, o mais relevante na pesquisa foi mostrar que a maioria das carnes mais demandadas para a ceia está apresentando queda de preços em 12 meses até novembro. É o caso de frango inteiro (-6,13%), lombinho de suíno (-8,87%), pernil de suíno (-6,57%) e bacalhau (-17,09%). A única exceção, entre as carnes pesquisadas pela fundação, foi frango especial inteiro e em pedaços – chester, cujo preço subiu 2,48% no período. “Isso é um efeito raro, essas quedas de preço. Quase nunca acontece. O preço do bacalhau caiu basicamente por causa do câmbio (a apreciação do real ante o dólar). Mas as outras carnes estão caindo de preço sem influência cambial”, comentou.
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Outros destaques de quedas de preço em 12 meses até novembro foram arroz branco (-16,84%) e farinha de trigo (-12,65%). Já entre as elevações mais expressivas de preço, além de batata-inglesa, estão couve mineira (7,82%) e vinho (3,37%).























