Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,23 / kg
Soja - Indicador PR R$ 151,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 159,44 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,31 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,49 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,57 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,54 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,20 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 140,88 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 153,13 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 151,91 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,95 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,11 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,32 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,29 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.456,41 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.349,04 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,81 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 135,09 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 150,93 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,72 / cx
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Desenvolvimento

MP facilita internacionalização da Embrapa

Estatal passa a ter maior autonomia nas atividades de cooperação e transferência de tecnologia em outros países.

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MP facilita internacionalização da Embrapa

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) passará a atuar de forma mais flexível em suas operações no exterior. Medida provisória publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 23 de setembro, altera a redação da lei que criou a estatal, permitindo que as atividades de cooperação científica, tecnológica e de transferência de tecnologia fora do território nacional sejam exercidas com mais autonomia. Dessa forma, cresce o potencial de internacionalização da empresa.

Na opinião do ministro da Agricultura, Wagner Rossi, a Embrapa tem hoje reconhecimento internacional e demandas de países que enfrentam desafios como aquele que o Brasil venceu, de ampliar sua produção de alimentos sem aumentar a área plantada, o que a coloca entre as grandes empresas de pesquisa agrícola do mundo. “A instituição ganhará agora um novo status internacional. Isso é resultado do seu quadro técnico de excelentes pesquisadores e do apoio do presidente Lula e do seu reconhecimento ao papel da Embrapa no desenvolvimento da agricultura brasileira. A medida provisória vai permitir à estatal ampliar sua participação entre as grandes empresas internacionais de pesquisa”, destaca.

“Esse é um passo muito importante para a Embrapa, para o governo brasileiro e para os países que se beneficiam com essa troca de experiências”, reforça o presidente substituto da Embrapa, Geraldo Eugênio. Conforme a mudança trazida pela MP, a estatal poderá “exercer qualquer das atividades integrantes de seu objeto social fora do território nacional, em conformidade com o que dispuser seu estatuto social”.

Na prática, a Embrapa torna-se independente para criar escritórios no exterior, por exemplo, com maior flexibilidade de gestão e administração, como explica o coordenador de cooperação internacional da Secretaria de Relações Internacionais da Embrapa, Antônio Prado. “A empresa sempre atuou por meio de acordos de cooperação técnica, valendo-se de mecanismos atrelados às instituições congêneres dos países com os quais esses termos foram assinados”, afirma.

A medida permite à empresa enviar e receber recursos para regiões onde já estão instalados projetos, sem limitações jurídicas. Dessa forma, operações como abertura de contas bancárias, contratação de profissionais e procedimentos administrativos locais não dependam exclusivamente de convênios.

Prado observa que a intenção não é criar centros de pesquisa ou novas estruturas no exterior, tampouco tornar sem efeito os acordos já existentes. O objetivo principal é que não seja mais indispensável a intermediação de organismos internacionais na atuação da Embrapa em outros países.

A empresa opera fora do Brasil, seja na área de ciência e tecnologia ou da transferência de tecnologia, há 12 anos e promove desde o intercâmbio de pesquisadores até a execução de programas de pesquisa. A atuação do corpo técnico fora do território brasileiro se intensificou com o Labex Estados Unidos (laboratório virtual no exterior), em 1998, em parceria com o Serviço de Pesquisa Agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. O formato foi expandido e atualmente existem o Labex Europa (presente em três países) e o Labex Coreia.

No âmbito da cooperação para transferência de tecnologia, a estatal brasileira – considerada líder na agricultura tropical – tem sido demandada por países da África e da América Latina e outros continentes. Essa procura tornou necessário à Embrapa montar projetos na Venezuela, na África e no Panamá.

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