Dados da Embrapa Suínos e Aves apontam trajetórias opostas para os dois principais setores da proteína animal em junho; encarecimento de pintainhos pressionou avicultura paranaense
Custo de produção do frango sobe no Paraná, enquanto o de suínos recua em Santa Catarina

Os custos de produção do frango de corte e do suíno vivo registraram comportamentos distintos no mês de junho nos principais estados que servem de referência para a avicultura e suinocultura brasileiras. No Paraná, principal polo avícola, o custo do frango subiu 0,55%. Já em Santa Catarina, líder na produção de suínos, o custo do animal vivo recuou 0,36%. Os dados foram divulgados pela Central de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS) da Embrapa.
Avicultura: Pintainhos pressionam custos no Paraná
No Paraná, o custo total para produzir um quilo de frango de corte fechou junho estimado em R$ 4,71, uma alta de 0,55% no mês. Com o reajuste, o Índice de Custo de Produção do Frango (ICPFrango) atingiu os 364,12 pontos. No acumulado do primeiro semestre de 2026, o indicador apresenta uma alta de 1,09%, embora ainda registre uma leve retração de 0,35% no comparativo dos últimos 12 meses.
O grande vilão do mês não foi a alimentação, mas sim a reposição do plantel:
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Ração: Principal componente do setor (responsável por 62,34% do custo total), a alimentação dos frangos deu trégua e recuou 0,55% em junho, acumulando uma queda expressiva de 3,78% em 12 meses.
Pintainhos de 1 dia: Representando 19,83% das despesas das granjas, o custo de aquisição das aves disparou 4,53% em junho, acumulando uma alta expressiva de 10,82% no período de um ano.
Suinocultura: Queda na ração alivia produtor catarinense
Em Santa Catarina, o custo de produção do suíno vivo apresentou melhora, recuando de R$ 6,23 em maio para R$ 6,21 por quilo em junho. A redução de 0,36% levou o ICPSuíno aos 355,05 pontos.
Para o suinocultor catarinense, o cenário de médio prazo tem se mostrado mais favorável do que para o avicultor. No acumulado de janeiro a junho, o índice de custos das granjas de suínos acumula uma queda expressiva de 4,22%, enquanto o recuo em 12 meses é de 0,74%.
O alívio foi puxado pelo insumo mais pesado da atividade:
Ração: Responsável por 72,60% de todos os custos da suinocultura em junho, o preço do alimento recuou 0,14% no mês e já acumula uma redução de 2,97% ao longo de 2026.
Atualizações metodológicas e ferramentas de gestão
O Paraná e Santa Catarina são os estados de referência utilizados pela Embrapa por concentrarem os maiores volumes da produção nacional. No entanto, a CIAS também monitora os custos de produção em Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
Enquanto os estados da Região Sul têm seus índices publicados mensalmente, o acompanhamento de GO, MT e MG ocorre trimestralmente. Em junho, os custos divulgados para Goiás e Minas Gerais já passaram a incorporar a revisão dos coeficientes zootécnicos de produtividade realizada em abril de 2026, atualizando o cálculo à realidade tecnológica atual do campo.
Para auxiliar os produtores integrados no controle financeiro das granjas, a Embrapa disponibiliza em seu site ferramentas gratuitas de gestão, como a planilha de custos de produção e o aplicativo Custo Fácil (disponível para Android), que calcula indicadores e ajuda a separar despesas operacionais da remuneração da mão de obra familiar.
Fonte: Embrapa, editado por Agrimídia























