Mesmo com aprovação técnica para aves e mel, UE mantém restrições à carne brasileira. Brasil estuda retaliação enquanto aguarda decisão do comitê europeu em novembro
Exportação
União Europeia mantém veto à carne de frango do Brasil apesar de auditoria positiva
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A União Europeia manteve a suspensão das importações de produtos de origem animal do Brasil, iniciada em 3 de setembro de 2026, mesmo após uma inspeção técnica europeia considerar satisfatórios os controles do setor avícola e de mel no país. A medida afeta embarques de aves, carne bovina, suína, ovos, mel e peixes, colocando sob incerteza um volume comercial estimado em cerca de US$ 2 bilhões anuais.
Panorama da Restrição Europeia e Status das Aves
| Indicador / Variável | Posição no Mercado / Dado Oficial | Impacto e Perspectiva Regulatória |
| Escopo das Restrições | Vigor desde 03/09/2026 | Bloqueio a aves, bovinos, suínos, ovos, mel e pescados |
| Volume de Aves Afetado | 233.137 toneladas exportadas à UE em 2025 | A UE figurou como o 8º maior destino do frango brasileiro |
| Resultado da Auditoria da UE | Concluída em 04/09/2026 | Aprovados os sistemas de controle sanitário de aves e mel |
| Próxima Janela de Reavaliação | 16 e 17 de Novembro de 2026 | Votação do relatório pelo comitê Scopaff da União Europeia |
Destaques da Disputa Comercial e Sanitária
- Gargalo na rastreabilidade, não em contaminação: A restrição europeia não decorre de surtos ou detecção de carne contaminada, mas sim de exigências do bloco sobre a capacidade do sistema brasileiro de comprovar a ausência de antimicrobianos promotores de crescimento em toda a cadeia.
- Ciclo produtivo como vantagem: A indústria avícola prevê uma solução mais rápida do que a da pecuária bovina. Como o ciclo de vida do frango dura cerca de 45 dias (contra 24 a 36 meses dos bovinos), a adaptação do plantel aos protocolos de rastreabilidade exigidos pela UE ocorre de forma acelerada.
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- Ameaça de reciprocidade e resposta de Bruxelas: Diante do impasse, o governo brasileiro sinalizou a adoção de medidas de retaliação comercial. Em resposta, a Comissão Europeia defendeu que suas normas sobre resistência antimicrobiana vigora para produtores locais desde 2022 e aplicam-se de forma isonômica a todos os parceiros comerciais.
Para André de Paula, ministro da Agricultura e Pecuária, “a auditoria realizada pelas autoridades sanitárias da União Europeia em nosso país foi concluída. Nossos controles sanitários foram considerados satisfatórios e aprovados para nossas aves e mel.”
Eva Hrncirova, porta-voz da Comissão Europeia para a Saúde, declarou que “confia plenamente no compromisso do Brasil em resolver essa questão para que possamos retomar as importações o mais rápido possível.”
Já Olof Gill, porta-voz da Comissão Europeia para o Comércio, informou que “nossa abordagem é proporcional e não discriminatória. Demos aos nossos parceiros tempo suficiente e todas as informações necessárias para que se adaptassem. Assim que comprovarem o cumprimento das exigências, as exportações poderão ser retomadas.”
Fonte: Da Redação com informações da Poultry World
























