Estimativa de crescimento na produção de frango alinha-se à abertura de novos destinos na América Latina e à manutenção de isenções tarifárias nos EUA
Conab projeta expansão da avicultura até 2027 com suporte do mercado externo

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta um ciclo de crescimento contínuo para a produção nacional de carne de frango ao longo dos anos de 2026 e 2027. O levantamento, repercutido pela Associação Gaúcha de Avicultura (ASGAV), indica uma tendência consolidada de expansão da oferta brasileira. O movimento produtivo está estruturado para atender simultaneamente ao aquecimento da demanda no mercado interno e à manutenção dos altos volumes embarcados para parceiros comerciais estratégicos. Essa dupla sustentação oferece uma base sólida para o planejamento das agroindústrias, consolidando a posição do Brasil no comércio global de carnes.
A sustentação dessa perspectiva de longo prazo passa diretamente pela diversificação de destinos internacionais. O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) oficializou a abertura de novos mercados para produtos agropecuários brasileiros em Cuba e no México. A habilitação sanitária abrange especificamente as exportações de carne de aves e suínos. A entrada no mercado mexicano, historicamente protegido por barreiras sanitárias rigorosas, reforça a estratégia do governo federal de ampliar a capilaridade da proteína animal do Brasil na América Latina, reduzindo gradativamente a dependência de compradores tradicionais asiáticos e pulverizando o risco comercial.
Para dar suporte a essa expansão projetada e chancelada pelas aberturas de mercado, as agroindústrias já movimentam suas estruturas de capital e adequam suas operações. A BRF concluiu a estruturação de um fundo de crédito (FIDC) de R$ 1,2 bilhão, visando otimizar o fluxo de caixa da integradora e fortalecer a cadeia produtiva. Simultaneamente, as exigências globais moldam os investimentos nas plantas industriais. A GTFoods (GTF) aportou R$ 1,8 milhão em iniciativas de bem-estar animal no primeiro semestre de 2026, adequando suas operações avícolas às certificações de sustentabilidade exigidas pelos importadores.
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A previsibilidade nas relações comerciais também beneficia o setor de aquicultura, que compartilha a pauta de exportações de carnes brancas e busca ampliar sua inserção internacional. O mercado norte-americano confirmou a manutenção da isenção da sobretaxa de 25% sobre o filé fresco de tilápia importado do Brasil. A decisão, articulada com suporte da Associação Brasileira da Piscicultura (PeixeBR), garante segurança jurídica para os frigoríficos de pescado. A medida preserva a competitividade do produto nacional nas gôndolas dos Estados Unidos, principal destino das exportações brasileiras do setor, e sinaliza um ambiente regulatório favorável para novos investimentos em processamento no país.
Da Redação























