Cepea não identifica impacto nos preços nem no volume negociado, mas o setor teme que os embargos repitam o cenário da gripe aviária de 2025
Mercado de frango segue estável apesar da apreensão com o caso de Newcastle

Depois de uma primeira quinzena de outubro com preços em alta e ganho de competitividade diante das carnes bovina e suína, o mercado de carne de frango entrou na segunda metade do mês mais estável. A confirmação do foco da doença de Newcastle em uma granja comercial de perus em Santa Catarina gerou apreensão no setor avícola, mas, segundo o Cepea, até agora não afetou as cotações nem o volume comercializado. O mercado mostra certo equilíbrio entre oferta e demanda.
Análise do mercado na parcial de outubro (23/10)
O fato do período: Os preços do frango se mantêm praticamente estáveis e sem sinais de impacto do caso de Newcastle, mas a preocupação do setor está nos embargos e na duração das restrições às exportações.
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- Estabilidade após a alta: Depois de manter o ciclo de valorização na primeira quinzena, o mercado de frango se estabilizou neste início da segunda metade do mês, com equilíbrio entre oferta e demanda.
- Sem efeito nas negociações: De acordo com analistas do Cepea, não há registro de interrupções ou prejuízos nas negociações causados pelo caso de Newcastle, seja no volume comercializado, seja nos preços acordados.
- Memória da gripe aviária: A preocupação com os embargos se explica pelo caso de influenza aviária em Montenegro (RS), em maio de 2025, quando as exportações de carne de frango foram prejudicadas.
- Restrições em vigor: Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Malásia e México suspenderam as importações de produtos avícolas de todo o Brasil, enquanto Arábia Saudita, China e Chile interromperam apenas os embarques de Santa Catarina. A situação segue em monitoramento.
Comparativo direto: A evolução do mercado avícola (16/10 vs. Relatório de 23/10)
| Frente de Análise | Parcial de Outubro (Relatório de 16/10) | Parcial de Outubro (Relatório de 23/10) — Destaque |
|---|---|---|
| Comportamento de Preços | Sustentação de alta, porém abaixo do ritmo das concorrentes | Estabilidade, com preços praticamente inalterados |
| Equilíbrio de Mercado | Efeito salário de início de mês sustentando vendas | Certo equilíbrio entre oferta e demanda |
| Fator Sanitário | Sem ocorrências relevantes | Foco de Newcastle em SC, ainda sem impacto nas cotações |
| Exportações | Demanda externa em bom ritmo | Embargos de cinco países, dois deles para todo o Brasil |
| Principal Risco | Concorrência das carnes bovina e suína no balcão | Duração das restrições e possível sobra de produto no mercado interno |
A estabilidade atual indica que o mercado interno ainda não sentiu os efeitos do caso de Newcastle, e o frango segue competitivo diante das carnes bovina e suína, que subiram mais no mês. O cenário, porém, depende da duração dos embargos. Como mostrou análise recente do Itaú BBA, se as restrições se prolongarem, parte da produção catarinense que seria exportada pode ficar no mercado interno justamente no início de 2027, período de demanda mais fraca. A confirmação de um segundo foco, em Coronel Freitas (SC), também deve ser acompanhada de perto, porque pode influenciar as negociações para regionalizar as restrições.
Da Redação, com informações do Cepea e do Mapa
























