A indústria de rações e suplementos para animais conquistou o que será um reforço às negociações sobre a qualidade da carne nacional na Europa e em novos mercados: a certificação EurepGAP.
Ração brasileira conquista EurepGAP
Redação (26/10/06) – O protocolo de boas práticas agrícolas é uma exigência da associação européia de supermercados e varejistas.
No Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações), que possui 130 associados, 12 empresas se enquadraram imediatamente ao EurepGAP. “O restante, assim como outras indústrias não associadas, poderão se aderir ao EurepGAP em curto espaço de tempo”, disse o presidente da entidade, Mário Sérgio Cutait.
As empresas já enquadradas no protocolo são:, Agroceres, Tortuga, Bellman, Fatec, Minerthal, Fri-Ribe, MCassab, Nutron, Domino e Cargill. Esta última com três fábricas certificadas no País. “Este é um certificado de processo de produção. Cada produto, entretanto, pode ter ajustes, rápidos, a serem feitos dependendo do demandante europeu”, disse Cutait.
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Segundo o executivo, a partir desta semana a entidade inicia um mutirão de orientações para levar a explicação das normas às associações de criadores e exportadores de frango, que representam quase 50% do consumo de rações, de bovinos, suínos e peixes.
O EurepGAP pode trazer poder de barganha ao produtor. “Caso a indústria tenha um contrato de fornecimento de carne dentro das normas do EurepGAP e o produtor esteja certificado ele pode negociar um preço melhor pela arroba”, disse o analista da Scot Consultoria, Fabiano Tito Rosa.
Segundo o especialista, a conquista é um avanço e trará melhoras na parte administrativa e operacional dos produtores que aderirem ao protocolo. Entretanto, o EurepGAP não isenta o País de problemas históricos como a rastreabilidade e febre aftosa. O Sindirações promove, no próximo ano em São Paulo, a feira Global Feed & Food Congress, que discorrerá sobre avanços no tema.





















