Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 70,37 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,81 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 129,24 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 9,64 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,61 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,57 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,15 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,16 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,29 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 171,75 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 174,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 191,17 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 198,74 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 163,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 187,34 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,24 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,27 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.284,93 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.152,68 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 198,34 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 175,29 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 160,48 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 177,24 / cx

O agronegócio brasileiro, especialmente nas cadeias de proteína animal, vive um período de ajustes marcado por variações de custos, mudanças no comércio exterior e influências do cenário internacional. Em fevereiro, os custos de produção de suínos recuaram, enquanto a avicultura de corte manteve relativa estabilidade, refletindo um ambiente de alívio parcial para produtores, ainda que pressionado por outros insumos.

Apesar desse movimento, o custo da alimentação segue como ponto de atenção. A alta do milho reduziu o poder de compra do suinocultor pelo sexto mês consecutivo, indicando pressão contínua sobre as margens e reforçando a dependência de condições favoráveis no mercado de grãos.

No campo institucional, a Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS) completa 59 anos, destacando sua atuação no fortalecimento da suinocultura paulista e na ampliação de mercados para a carne suína brasileira, em um momento de crescente competitividade global.

O cenário internacional também exerce influência direta sobre o setor. O conflito no Oriente Médio tem pressionado custos logísticos e ameaçado rotas do comércio global de carne de frango, gerando incertezas para exportadores brasileiros. Esse impacto já começa a refletir no desempenho externo: as exportações de carne bovina e suína registraram crescimento de até 6% em março, enquanto as vendas de carne de frango apresentaram recuo, indicando uma dinâmica distinta entre as proteínas.

No âmbito produtivo, os resultados seguem positivos em algumas regiões. O Paraná atingiu recordes na produção de frango, suínos e ovos em 2025, reforçando a força do estado como um dos principais polos agropecuários do país.

Questões trabalhistas também entram na pauta do setor. Entidades produtivas de Santa Catarina entregaram um manifesto defendendo a modernização responsável da jornada de trabalho, tema que impacta diretamente a competitividade e a organização das cadeias produtivas.

Já no campo político e comercial, há avanço relevante. O Congresso Nacional aprovou o acordo de parceria entre Mercosul e União Europeia, movimento que pode ampliar oportunidades de acesso a mercados e fortalecer a presença internacional do agronegócio brasileiro, embora ainda dependa de etapas adicionais para plena implementação.

O conjunto desses fatores evidencia um setor em constante adaptação, equilibrando ganhos produtivos e institucionais com pressões de custos e incertezas no comércio global, especialmente nas cadeias de aves e suínos.