OMS afirma que vacina contra gripe A (H1N1) vai demorar a chegar ao mercado.
Vacina contra gripe A só estará disponível nos próximos meses, diz OMS
A diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, disse acreditar que a vacina contra a gripe suína ainda vai demorar alguns meses para chegar, embora empresas farmacêuticas tenham anunciado que conseguiram criar medicamentos para combater o vírus Influenza A (H1N1), causador da doença. Em entrevista ao jornal “The Guardian”, Chan afirmou que isso ocorre porque ainda não há garantias de que essas primeiras doses sejam seguras.
“Não há uma vacina. Ela deveria estar disponível em breve. Mas ter uma vacina disponível não é a mesma coisa do que ter uma que tenha resultados seguros”, explicou. “Os dados dos testes não estarão disponíveis antes de dois ou três meses.”
A diretora de vacinas da OMS, Marie-Paule Kieny, afirmou nesta segunda-feira (14/07) que a pandemia não pode ser contida e que, por isso, todos os países precisam da vacina contra o novo vírus.
Vacina eficaz – Chan afirmou que ter uma vacina disponível não é a mesma coisa do que ter uma que tenha resultados seguros.
Atualmente, grandes laboratórios europeus e americanos trabalham no desenvolvimento da vacina. No mês passado, a farmacêutica Baxter, autorizada pela Agência Europeia de Medicamentos (EMEA, na sigla em inglês) a produzir um protótipo do medicamento, confirmou que terminou os testes e já está começando a produção.
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Dias antes, a empresa farmacêutica Novartis informou ter produzido com sucesso o primeiro lote de uma vacina contra a gripe A, que será utilizado para a avaliação pré-clínica e testes, que começam a ser realizados neste mês. Nenhum dos dois apontou para uma eventual distribuição gratuita dos medicamentos.
Antivirais – A boa notícia é que o vírus causador da gripe A (H1N1) é vulnerável a drogas antivirais já existentes, como o Tamiflu e o Relenza. Os resultados da pesquisa foram divulgados pela revista “Nature”.
O primeiro estudo detalhado caracterizando a ação do vírus em proveta e em modelos animais, feito por uma equipe de 52 pesquisadores do Japão e dos EUA, mostrou que o novo vírus é capaz de infectar células profundamente nos pulmões, o que aumenta o risco de pneumonia e de morte.
O estudo sugere que, apesar dos potenciais danos que pode causar ao sistema respiratório, a gripe suína produz, na maioria dos casos, apenas sintomas leves e o vírus ainda é sensível aos antivirais.























