Bateria tem capacidade para fornecer eletricidade para cerca de 100 mil residências, em qualquer horário do dia ou da noite
MIT desenvolve bateria de armazenamento energético capaz de abastecer uma cidade inteira

O Departamento de Mecânica e Engenharia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) anunciou recentemente o desenvolvimento de uma bateria de armazenamento de energia capaz de abastecer uma cidade inteira.
O protótipo, que armazena tanto energia solar quanto eólica na geração distribuída, tem viabilidade técnica para fornecer eletricidade conforme a demanda dos consumidor, em qualquer momento do dia ou da noite.
Sob coordenação do professor Asegun Henry, o projeto é, portanto, um esforço dos cientistas de equacionar uma das questões mais críticas do abastecimento à partir de fontes renováveis, que é a sazonalidade da geração elétrica e a dependência primordial de fatores naturais e mudanças climáticas.
Leia também no Agrimídia:
- •Consórcio ganha espaço no agronegócio como estratégia de expansão patrimonial e planejamento financeiro
- •Exportações, investimentos e alertas sanitários definem o momento do agronegócio brasileiro
- •Luz na incubação influencia comportamento e bem-estar de pintinhos, aponta estudo
- •CNA debate desafios da implementação da reforma tributária no agro em encontro realizado em Goiás
A bateria do MIT possui capacidade de armazenamento energética para abastecer cerca de 100 mil residências em uma região. O sistema desenvolvido armazena energia elétrica na forma de calor em tanques de silício fundido e permite injetar o excedente na rede elétrica.
Para obter esta bateria solar de silício, os cientistas utilizaram uma mistura de altas temperaturas e tecnologia de ponta, com células solares fotovoltaicas em “cascata” termodinâmica e sal derretido, sendo possível alcançar temperaturas a 2000 °C em tanques de silício.
O silício permite a emissão de luz tão intensa que pode ser utilizada em painéis fotovoltaicos para produzir energia, resultando num sol “artificial”. E, quando se pretender recuperar a energia armazenada, o silício é transferido de um tanque para outro e garante que irá manter o material mais quente 400 °C.
O protótipo ainda não é utilizado em grandes escalas, mas os cientistas estimam que o sistema custaria metade do que o armazenamento hidroelétrico bombeado. Desta forma, ficaria mais acessível do que as baterias tradicionais de lítio.
Em contraste com a hidroelétrica bombeada, o design do sistema é geograficamente ilimitado, podendo ser instalado em qualquer local, independentemente da paisagem.




















