Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 64,24 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 149,18 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 155,55 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 10,33 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,92 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 6,00 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 6,01 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 129,09 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 129,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 142,23 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 140,41 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 121,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 132,98 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,27 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,29 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.563,58 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.503,06 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,33 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 128,04 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 138,21 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 150,17 / cx
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Sustentabilidade

Embrapa apresenta Protocolo Carne Baixo Carbono: redução de 35% nas emissões da pecuária

Embrapa apresenta Protocolo Carne Baixo Carbono, com redução de 35% nas emissões da pecuária e novo modelo sustentável

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O pesquisador Roberto Giolo, da Embrapa Gado de Corte, realizou a primeira apresentação técnica do Protocolo Carne Baixo Carbono (CBC) na AgriZone da COP30. A iniciativa, desenvolvida em parceria com a Marfrig (MBRF) desde 2018, é um modelo de negócios inédito que alinha sustentabilidade, rastreabilidade e valorização econômica da propriedade rural.

A calculadora de carbono desenvolvida pela Embrapa indica que o protocolo já resultou em uma redução de 35% na intensidade de emissão de carbono das propriedades adotantes, em comparação com a média da pecuária de corte brasileira.

Validação Científica e Modelo Acessível

Giolo apresentou dados que comprovam que pastos bem manejados podem superar a mata nativa na remoção de carbono do solo no Cerrado, na Amazônia e na Mata Atlântica. A validação, realizada entre 2020 e 2023 em fazendas comerciais, mostrou estoques de carbono no solo maiores nas áreas que adotaram os critérios do protocolo em comparação com a vegetação nativa.

O protocolo conta com 67 critérios, sendo que para iniciar a certificação o produtor precisa atender apenas 20 critérios mínimos, com uma perspectiva de melhoria contínua. Ele pode ser usado em todos os biomas, exceto áreas alagadas, e é considerado um modelo abrangente e acessível. A ONG Amigos da Terra – Amazônia Brasileira elaborou um guia simplificado para sua implementação, apoiando o projeto.

Mercado, Expansão e Transparência

  • Mercado: Leonel Almeida, da MBRF, revelou que a empresa já mapeou quase 700 propriedades com potencial para adesão imediata ao protocolo, representando de 250 mil a 300 mil animais. O executivo afirmou que a iniciativa coroa as boas práticas e alinha-se ao modelo de produção de carne brasileiro.
  • Expansão para Outras Culturas: Carina Rufino, da Embrapa Soja, anunciou que o modelo CBC será adaptado para outras culturas. Em 2026, será lançado o protocolo de baixo carbono para soja, com potencial de 30% de redução nas emissões, e há planos para sorgo, leite, trigo e milho. Produtores com o selo CBC terão facilidade em obter a certificação da soja.
  • Transparência: Mauro Armelin, da Amigos da Terra – Amazônia Brasileira, destacou o papel do protocolo na transparência da cadeia. A campanha ‘Siga o Rastro’ utiliza o protocolo para auxiliar os consumidores a fazer escolhas sustentáveis.

O protocolo alinha-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), às diretrizes do IPCC e aos critérios ESG, posicionando o agronegócio brasileiro como parte da solução climática global. O protocolo já conta com quatro certificadoras credenciadas e utiliza a plataforma Agri Trace Animal da CNA para rastreabilidade.

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