Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 64,24 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 149,18 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 155,55 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 10,33 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,92 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 6,00 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 6,01 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 129,09 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 129,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 142,23 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 140,41 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 121,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 132,98 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,27 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,29 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.563,58 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.503,06 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,33 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 128,04 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 138,21 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 150,17 / cx
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Sanidade

Sem vacinação

Paraná quer suspender as campanhas de vacinação contra a febre aftosa do rebanho bovino do Estado.

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O Paraná quer suspender as campanhas de vacinação contra a febre aftosa do rebanho bovino do Estado. Nesta segunda-feira, o secretário da Agricultura e Abastecimento do Paraná, Valter Bianchini, pedirá ao ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, em Curitiba, autorização para suspensão da vacina e o reconhecimento do Estado como área livre de aftosa sem vacinação – o maior status sanitário existente. Se o pedido for aceito, as campanhas de vacinação, que ocorrem duas vezes por ano, já serão suspensas a partir de junho de 2010, segundo a secretaria.

A medida tem o apoio da iniciativa privada. O presidente da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), Péricles Salazar, afirma que uma “ampla averiguação” de que o Estado tem condições de garantir a sanidade do gado sem vacinação foi feita por governo e setor privado. “Queremos o status de livre de aftosa sem vacinação para que possamos ter nosso rebanho valorizado e para aumentar a atratividade de nossas exportações”, diz.

Mas o representante das indústrias de carnes admite que suspender a vacinação implica riscos. “O Paraná precisa se igualar a Santa Catarina, mas sabemos que existem riscos, especialmente porque o Estado faz fronteira com o Paraguai e precisamos controlá-la”, afirmou.

Santa Catarina é o único estado brasileiro livre da aftosa sem vacinação, mas tem um rebanho menor, de apenas 4 milhões de cabeças de bovinos, aproximadamente. O rebanho do Paraná, segundo Salazar, estaria em torno de 9,5 milhões de cabeças, aproximadamente 5% do rebanho nacional, estimado em cerca de 190 milhões de cabeças.

O Paraná registrou focos de febre aftosa em 2005. O vírus da doença teria chegado ao Estado por um animal proveniente do Mato Grosso do Sul, que também faz fronteira com o Paraná. O gado sul mato-grossense, por sua vez, teria sido contaminado por animais contrabandeados do Paraguai. Na época, os dois estados brasileiros aplicavam a vacina e, por essa razão, a doença ficou restrita a casos isolados.

Risco

Na avaliação do diretor da AgraFNP, José Vicente Ferraz, suspender a vacinação em um estado como o Paraná é arriscado porque, na hipótese de novos episódios em países vizinhos, a possibilidade de a doença se alastrar é maior.

Ferraz afirma que seria “fantástico” para o Brasil atingir o status de livre de aftosa sem vacinação, pois possibilitaria acesso a novos mercados internacionais, e que, portanto, este deve ser um caminho perseguido pelo País. Ao mesmo tempo, porém, ele diz que tem reservas em relação à suspensão de vacinação em estados que fazem fronteira com outros países que levantam dúvidas da comunidade internacional quanto à sanidade animal, como Bolívia e Paraguai.

Já na avaliação de Salazar, o fato de o Paraná possuir há anos o status de livre da aftosa com vacinação habilita ao Estado a suspender a campanha. De acordo com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, o Paraná mantém há mais de 40 anos campanhas ininterruptas de vacinação. “A regra diz que é possível suspender a vacinação depois de um tempo estando livre da doença aplicando a vacina. Mas eu acho que é uma imprudência. No caso de algum surto, o País inteiro vai sofrer muito com isso”, avalia Ferraz.

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