Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,29 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,18 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,89 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,86 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,04 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,26 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,59 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,71 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,69 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 133,21 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 148,24 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 149,07 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 124,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,52 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.510,24 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.400,50 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,97 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 127,22 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 141,41 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
Destaque Todas Páginas
Artigo

Uso de Antibióticos em Animais pode Impactar o Consumo de Carnes – por Fabiano Coser

O uso consciente de antibióticos é uma das mais importantes discussões que irão impactar a produção mundial de carnes nos próximos 10 anos.

Compartilhar essa notícia
Uso de Antibióticos em Animais pode Impactar o Consumo de Carnes – por Fabiano Coser

O uso consciente de antibióticos é uma das mais importantes discussões que irão impactar a produção mundial de carnes nos próximos 10 anos. Tão relevante quanto os temas do bem-estar animal e do aumento dos consumidores adeptos de uma alimentação sem proteína animal – os veganos –, a prática de ministrar antibióticos, sobretudo as moléculas que são compartilhadas entre o uso veterinário e o humano, poderá ser a grande barreira para o crescimento do setor de proteínas nas próximas décadas. Aqui a questão não é de ser contra ou a favor do uso de tais produtos, e sim da ameaça à saúde humana devido ao aparecimento cada vez mais frequente de resistência bacteriana e também dos riscos envolvidos com o negócio de produção animal.

O uso das mesmas moléculas tanto em saúde humana quanto para uso veterinário se transformou em uma das hipóteses para explicar o recente fenômeno das “superbactérias”, que ganharam resistência à algumas drogas. Segundo pesquisadores, o abuso ou uso indevido destes medicamentos aumenta o desenvolvimento de bactérias resistentes. De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CCPD) dos EUA, todos os anos, mais de dois milhões de americanos contraem infecções bacterianas resistentes a antibióticos, que causam a morte de pelo menos 23 mil deles.

Sobre o assunto, a OMS lançou nesta semana uma campanha global por meio da Semana Mundial de Conscientização sobre os Antibióticos. O objetivo da iniciativa é melhorar o entendimento do problema e mudar a forma como os antibióticos são utilizados. Na pecuária, o tema tem recebido forte pressão de grupos de consumidores. Líderes do setor de saúde pública consideram isso uma crise mundial e atribuem a culpa, em parte, à utilização generalizada de remédios pela indústria da carne.

A BBC News também divulgou nesta quinta-feira (19/11) importante matéria sobre o assunto. Um estudo divulgado na revista científica Lancet – uma das mais importantes publicações científicas na área médica –, identificou, em pacientes e animais na China, bactérias que resistem à polimixina, também conhecida como colistina. A pesquisa detectou um gene que torna bactérias infecciosas, como a E.coli, altamente resistentes à “última linha de defesa humana” contra esses organismos. A mutação genética denominada gene MCR-1, permite às bactérias se tornarem altamente resistentes à polimixina, antibiótico geralmente usado como último recurso no caso de ineficácia de medicamentos. Segundo a matéria, “o mundo está no limiar de uma ‘era pós-antibiótico’, após a descoberta dessas bactérias”.

Numa reposta a essas preocupações, o McDonald´s foi o primeiro a anunciar uma nova política. No primeiro trimestre desse ano, a rede americana de fast-food informou que não venderá mais nos EUA produtos com carne de frango tratado com antibióticos de uso humano. Apesar da decisão entrar em vigor a partir de 2017, gerou um efeito cascata junto aos grandes fornecedores de frango no país. A Tyson Foods e a Pilgrim´s Pride também declararam a eliminação gradual desses medicamentos.

Já a rede americana de fast-food Subway –  que no Brasil ultrapassou o McDonald’s em número de unidades com 1.817 estabelecimentos no país –, informou que iniciaria um processo de transição para servir em seus cardápios apenas produtos com frango produzidos sem antibióticos até o final de 2016. A empresa informou que pretende ainda eliminar antibióticos completamente da carne de peru em 2 a 3 anos, e das carnes suína e bovina até 2025.

O aumento das preocupações com a saúde, sobretudo a partir da ingestão de alimentos, aliado à massificação da informação e agravado pelo ativismo de grupos que se aproveitam de divulgações de dados sérios para, de forma contestável, defenderem suas causas, transformam assuntos altamente importantes à saúde humana e à produção animal em verdadeiros fatores de risco à indústria mundial da alimentação.

Assuntos Relacionados
Carneconsumoprodução
Mais lidas

Relacionados

AI – 1345
SI- edição 330
AI – Edição 1344
SI – Edição 329
AI – 1343