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Brasil completa dois anos sem aftosa e aves livres de Newcastle.

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Da Redação 20/08/2003 – O Brasil acaba de completar dois anos sem registro de focos de febre aftosa em seu território, anunciou hoje (20) o secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, José Amauri Dimarzio. Segundo o secretário, a conquista é importante porque o mercado internacional de carne bovina é dependente da situação sanitária dos países exportadores, especialmente no que se refere à ausência da doença. “O Brasil, que é um dos principais fornecedores de carne bovina do mundo, tem hoje reconhecimento internacional de 84% das propriedades e 50% do território nacional como livres de febre aftosa”, informou o diretor do Departamento de Defesa Animal, João Cavallero.

Segundo o diretor, ainda este ano o Brasil irá declarar o Acre e o centro-sul do Pará como zonas livres da doença com vacinação. Em maio de 2004, o Ministério da Agricultura solicitará o reconhecimento destas duas áreas como zonas livres junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Cavallero adiantou que nos próximos dias 28 e 29 participará de uma reunião do Comitê Veterinário Permanente do Conselho Agropecuário do Sul (CAS), em Buenos Aires, Argentina, para discutir o programa de erradicação da febre aftosa no Cone Sul – América do Sul mais Chile e Bolívia. “Antes, vamos discutir internamente qual seria a contrapartida brasileira no processo de erradicação”, afirmou o diretor.

Newcastle

O secretário Amauri Dimarzio também anunciou que o Brasil está declarando o sistema industrial de aves de nove Estados (SP, MG, GO, DF, MT, MS, PR, SC e RS) como áreas livres de newcastle, doença de origem viral considerada a principal barreira às exportações de carnes de aves. Estes estados respondem por 100% das exportações e 80% da produção. “A importância do newcastle para as aves do ponto de vista mercadológico é a mesma da aftosa para bovinos”, informou o secretário. O Ministério da Agricultura vai comunicar o reconhecimento à OIE e aos parceiros comerciais. Dimarzio explicou que a declaração ocorreu a partir de comprovação científica. “Há seis anos o Brasil não detecta a doença de newcastle em seu sistema industrial”.

Numa segunda fase, o Ministério da Agricultura vai trabalhar na manutenção desse status e também na ampliação da vigilância ativa, monitorando a movimentação de aves migratórias em mais quatro estados do Nordeste. “O Brasil é o segundo maior exportador mundial de carnes de aves. Com a declaração de que o sistema industrial está livre da doença, podemos ampliar as vendas para mercados consumidores importantes, como Estados Unidos, Canadá e, principalmente, os países asiáticos”, observou Dimarzio.
 

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