Encontro aconteceu na Expo Londrina.
Suinocultores debateram bem-estar dos animais
Redação SI (17/04/06)-A preocupação com o bem-estar animal não é mais um assunto restrito ao meio acadêmico, que vem desenvolvendo pesquisas sobre a influência do ambiente e das formas de manejo nos animais e os reflexos na comercialização. As condições adequadas para a criação de suínos foi tema de um encontro realizado nesse sábado (15) na 46 Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina. Suinocultores, técnicos e estudantes universitários estiveram reunidos para conhecer as tendências mundiais de criação de suínos. Para falar sobre o assunto a Associação dos Suinocultores do Norte do Paraná (Assuinopar) convidou o médico-veterinário e professor da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc), Hiran Kunert.
O professor conversou com os participantes sobre as práticas que maltratam os animais durante a criação e enfatizou que o criador não pode visar apenas o lucro porque o mercado está ficando cada vez mais exigente. O produtor que estiver preocupado apenas com o lucro não vai sobreviver no mercado. Ficará restrito à subsistência. O consumidor já está sendo conscientizado sobre a importância em consumir carne de animais que não sofreram maus-tratos, disse.
No evento, Kunert apresentou uma série de fotografias de granjas brasileiras e estrangeiras e apontou as diferenças de manejo. No Brasil ainda é comum os suinocultores adotarem sistemas de confinamento que não oferecem condições adequadas ao bem-estar dos animais e nem à saúde. A tendência mundial para criação de suínos é deixar os animais livres.
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Quanto mais livre, melhor. As gaiolas existentes na maioria das granjas estão sendo abolidas. Tudo que puder ser feito para melhorar a qualidade de vida desses animais, deve ser feito. Em algumas granjas já existe até música ambiente para que os suínos não tenham estresse, contou Kunert.
O especialista também ressaltou que os custos com a criação de suínos em ambiente adequado aumentam em cerca de 30% comparado ao confinamento tradicional. Mas o consumidor está disposto a pagar mais por carne de animais que não foram maltratados. As pessoas estão cada vez mais conscientes e preocupadas com os animais e com o meio ambiente, explicou.
A carne suína corresponde a 45% do consumo mundial de carnes, sendo assim a carne mais consumida no mundo. Estudos comprovam que as práticas de manejo no pré-abate, condições de transportes, sistema de condução são fatores de variação que podem determinar a qualidade da carne.























