Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 64,27 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 146,69 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 152,41 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,48 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,93 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 6,02 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,99 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 129,09 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 131,45 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 141,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 143,17 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 121,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 132,98 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,27 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,29 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.560,32 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.473,40 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,33 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 128,04 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 138,21 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 150,17 / cx
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Tecnologia reduz custos da inseminação de suínos

Inseminação intra-uterina está garantindo ganhos na produção em granjas de Santa Catarina.

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Redação (04/12/06) – Criadores de suínos da região de Braço do Norte, no Sul de Santa Catarina, estão experimentando uma nova tecnologia para inseminação artificial. O método intra-uterino deposita o sêmen diretamente no útero da matriz.

A principal vantagem deste tipo de inseminação é a redução do custo com reprodutores. Conforme o professor Fernando Bortolozzo, do Departamento de Medicina Animal da Faculdade de Veterinária da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), enquanto na inseminação tradicional é necessário um macho para cada cem a 150 matrizes, na intra-uterina um reprodutor consegue atender até 450 fêmeas.

– Na inseminação tradicional são necessários três bilhões de espermatozóides em uma dose de sêmen. No outro sistema é possível utilizar apenas um bilhão – explica.

A diferença entre os dois métodos é o local onde o sêmen é colocado. No tradicional, a pipeta tem uma ponteira que imita o órgão sexual do macho. Esse equipamento vai até o cérvix, da mesma forma que ocorre na monta natural.

Com a inseminação intra-uterina, a pipeta (ou cateter) é mais fina e não tem a ponteira. Dessa forma, passa o cérvix e chega até o corpo do útero (veja ilustração).

No Rio Grande do Sul, esta técnica é utilizada apenas experimentalmente. Para o presidente da Associação dos Criadores de Suínos do RS, Valdecir Folador, os preços ainda são muito elevados. O suinocultor catarinense, Luiz Murer, no entanto, acredita que os resultados e a redução dos gastos com reprodutores compensam o investimento. Uma pipeta descartável comum é vendida entre R$ 0,50 e R$ 1. A transcervical com guia (na qual um catéter atravessa por dentro da pipeta) custa em média R$ 1,50. Mas uma empresa gaúcha desenvolveu um novo tipo de equipamento mais simples e barato e que está alcançando os mesmos resultados.

Atualmente, conforme o presidente da Associação Catarinense dos criadores de suínos – Regional Sul, Adir Engel, pelo menos 80% dos criadores da região utilizam a inseminação artificial, e o uso da intra-uterina vem crescendo, principalmente pela diminuição dos custos.

– Em alguns casos, a redução de gastos com reprodutor pode chegar a R$ 20 mil por ano. Em se tratando de pequenas e médias propriedades isso é uma grande diferença – afirma Bortolozzo.

Conforme o professor, as vantagens do sistema intra-uterino já foram comprovadas, mas falta agora implementar o uso em larga escala e para isso é preciso capacitar os inseminadores. Segundo Bortolozzo, como a pipeta alcança o útero, é preciso ter cuidados para evitar lesões ou infecções nas matrizes.

– O produtor tem que dominar a técnica tradicional e depois partir para a intra-uterina. Além disso, ele precisa observar o ganho genético e não apenas o custo por fêmea coberta – alerta.

 

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