Os anticorpos das pessoas que atravessaram a epidemia mais devassadora da doença ainda as protegem do vírus, tornando-se mais uma arma contra uma possível pandemia de gripe aviária.
Sobreviventes da epidemia de gripe em 1918 são úteis na luta contra a influenza aviária
Redação (19/08/2008)- Cientistas americanos estudaram 32 pessoas que viveram durante a epidemia de gripe em 1918. Foi constatado que 100% das pessoas possuiam anticorpos no sangue capazes de matar o vírus com uma eficiência surpreendente, reportou o jornal Nature Sunday.
Os anticorpos dos sobreviventes, hoje com idades entre 91-101 anos, também protegem ratos do vírus assassino, mostrando que 90 anos depois, os sobreviventes da epidemia ainda estão protegidos.
"Foi uma surpresa nós constatarmos que estas celular ainda estivessem no sangue, tanto tempo depois", disse Dr. James Crowe of Vanderbilt, da Universidade do Tennessee, que ajudou a conduzir o estudo.
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Crowe diz que seu grupo está trabalhando para conseguir os anticorpos de pessoas vacinadas para fazer experiências com a cepa H5N1, a mais perigosa da Influenza Aviária, que circula na Ásia, Europa, Oriente Médio e África. De acordo com ele, os anticorpos dos sobreviventes poderiam fazer um bom tratamento provisório, enquanto uma vacina é formulada, fabricada e distribuída.
O surto da gripe espanhola que atingiu o mundo todo no final da Primeira Guerra Mundial (1918) matou cerca de 50-100 milhões de pessoas. Alguns especialistas dizem que foi a mais devastadora epidemia da história.





















