As características do sistema de produção de suínos mostram claramente que o uso de antibióticos incrementa os parâmetros produtivos e a sanidade animal
Contribuição efetiva e racional de antibióticos injetáveis na suinocultura

A suinocultura brasileira tem se destacado muito no mercado mundial como uma moderna cadeia produtiva com credibilidade e altos índices zootécnicos. A intensificação da produção tem sido uma característica deste setor, respondendo à demanda de mercado. Os sistemas de confinamento permitem que os animais alcancem elevada performance produtiva e zootécnica, mas os submetem a um alto grau de estresse e desafio ambiental, resultando em maiores problemas sanitários. Desta forma, é impensável viabilizar uma suinocultura eficiente e lucrativa sem proporcionar aos animais mecanismos de defesa adicionais, como os antibióticos.
As características do sistema de produção de suínos mostram claramente que o uso de antibióticos incrementa os parâmetros produtivos e a sanidade animal. A utilização de antibióticos durante as fases de crescimento beneficia a taxa e eficiência de ganho de peso corporal, reduz a mortalidade e morbidade e a doença clínica e subclínica. O uso consciente de antibióticos é necessário a fim de evitar o surgimento de resistência bacteriana, maximizar a eficácia dos produtos utilizados e prevenir a presença de resíduos acima de limites toleráveis em produtos de origem animal para o consumo humano. Esses medicamentos podem ser administrados por três diferentes vias: injetável, via ração e via água de bebida.
Para o sucesso do tratamento curativo ou profilático/metafilático, o primeiro ponto crucial é o diagnóstico correto, bem como os resultados de antibiograma das bactérias isoladas. Dessa forma, consegue-se estabelecer o programa de antibiótico adequado frente aos desafios encontrados. Além disso, a dose e concentração da droga é outro fator importante para conferir o resultado assertivo no tratamento. Quando o tratamento ocorre via água ou ração, é preciso se atentar para os fatores capazes de influenciar as concentrações do medicamento no tecido após sua ingestão.
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No caso dos medicamentos aplicados por via oral, tanto na água quanto na ração, a quantidade do produto ingerido pode variar de acordo com o volume da ração ou água consumido pelos animais. A ingestão pode variar de acordo com as faixas etárias dos animais e o ambiente e equipamentos disponíveis. Pode-se considerar que o aumento de temperatura em 10ºC pode diminuir o consumo de ração em até 500g e o aumento simultâneo na taxa de amônia para 30 ppm o reduz em mais 50g. Assim, poderia ocorrer diminuição no consumo de ração no verão em 550g, o que significa que um animal de 60 Kg (com consumo de ração estimado em 2,3 Kg/ dia) estaria recebendo somente 3/4 ou menos da dose recomendada para o seu tratamento.
A medicação via água pode ter variações de consumo de acordo com o fluxo, altura e ângulo corretos dos bebedouros. Quando o fluxo for insuficiente, alguns indivíduos tendem a permanecer mais tempo junto aos bebedouros ou deitados abaixo deles, prejudicando o consumo dos outros. A absorção está relacionada ao tempo de trânsito, quantidade ingerida, solubilidade na água ou lipídios, grau de ionização, pH do lúmen, peso molecular e polaridade. Para o sucesso da terapêutica, o produto a ser utilizado deve ser bem absorvido a partir do local da aplicação ou ingestão, atingir níveis que façam o tratamento adequado no local da infecção e não ser inativado.
O sucesso dos tratamentos via oral depende extremamente de que os animais consumam as quantidades adequadas do antibiótico. Caso o animal não consiga ingerir a quantidade correta – por estar doente, competição na baia, superlotação, má instalação de bebedouros e comedouros, mau manejo de arraçoamento, entre outros – não receberá a dose e a concentração adequadas para contribuir com o sucesso do tratamento. Quando as doses de antibióticos são administradas incorretamente surge o risco das superbactérias. O uso desses medicamentos deve ser feito com muito cuidado e atenção para evitar o desenvolvimento dessas bactérias resistentes.
O uso de antibióticos injetáveis vem ganhando destaque no setor. Mesmo em um contexto de medicina veterinária populacional, cada vez mais o indivíduo terá maior importância. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento já restringiu totalmente o emprego de uma série de substâncias na alimentação animal, caso da avoparcina, arsenicais e antimoniais, cloranfenicol e nitrofuranos, olaquindox, carbadox, violeta genciana, anfenicois, tetraciclinas, beta-lactâmicos (benzipenicilâmicos, cefalosporinas), quinolonas, sulfonamidas sistêmicas, espiramicina e eritromicina.
Recentemente, tem sido discutido o papel das medicações injetáveis como forma de reduzir o uso em massa e intensivo de antibióticos por via oral. Dessa forma, observa-se a otimização do uso de antibióticos na produção animal a fim de garantir a máxima eficiência por administração correta da dose terapêutica, além de reduzir incidência de resistência bacteriana.
A Merial Saúde Animal, líder mundial em saúde animal do grupo Sanofi, oferece em seu portfólio Zactran Suínos, que faz parte de uma nova geração de antibióticos à base do princípio ativo Gamitromicina. Molécula exclusiva da Merial não usada em seres humanos e com baixo risco de resistência, a Gamitromicina é absorvida rapidamente pelo tecido pulmonar e pelas células lesionadas, começando a agir 30 minutos após a aplicação. O produto permanece ativo nas células do tecido pulmonar por até 10 dias, combatendo o crescimento e a proliferação de bactérias nos pulmões.
*Juliana Calveyra é Gerente Técnica da Merial saúde animal.





















