Reflexos da seca no campo devem ser avaliados em reunião do Grupo Farm.
Argentina decreta situação de emergência agropecuária
Redação (27/01/2009)- O governo argentino decretou, ontem, situação de emergência agropecuária nas zonas castigadas pela seca, uma das mais graves da história do país vizinho. Segundo a presidente Cristina Kirchner, os produtores ficam isentos do pagamento de impostos durante um ano. Ao comunicar a decisão, ela apontou que a medida representa um esforço para todos os argentinos. "Não há outro setor que tenha esse benefício", frisou.
A ação era reivindicada por agricultores como forma de compensar as perdas provocadas pela morte de quase 1,8 milhão de cabeças de gado e pela devastação de mais de 50% das plantações de trigo e milho. No final da semana passada, lideranças de entidades agrícolas chegaram a ameçar o governo com novos protestos se nada fosse feito em favor dos proprietários rurais.
Dias depois de ter negado que o governo anunciaria o decreto de emergência, Cristina Kirchner foi além. Ontem, ela anunciou a eliminação da cobrança de autorizações de carga de quase 200 milhões de pesos/ano (57 milhões de dólares). "Queremos grande patriotismo e esforço porque o governo deixa de receber recursos", ponderou.
Leia também no Agrimídia:
- •Nova UPL da Colonias Unidas inicia operação no Paraguai com suporte técnico da Agroceres PIC
- •Exportações de frango batem recorde de 493 mil toneladas e setor monitora conflito no Oriente Médio
- •Exportações de ovos atingem maior volume para fevereiro desde 2013
- •Rio Grande do Sul intensifica ações contra influenza aviária
A crise do país e as alternativas de apoio ao setor deverão estar em pauta na próxima reunião do Grupo Farm, no dia 12 de fevereiro. "Não temos ação programada, mas acredito que é oportuno", apontou o presidente da Farsul, Carlos Sperotto.





















