Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 70,23 / kg
Soja - Indicador PRR$ 121,22 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 128,21 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,21 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,69 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,51 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,74 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 178,33 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 186,47 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 201,13 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 210,75 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 168,74 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 195,04 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,06 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,10 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.203,09 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.085,53 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 201,03 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 178,26 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 158,13 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 170,55 / cx
Comentário Suíno

Comentário Suíno – Darwin: Alguns precisam morrer para outros viverem

Grandes prejuízos forçaram alguns suinocultores da América do Norte a abandonar a atividade. Descarte de animais deve continuar no continente. Objetivo é elevar os preços.

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A indústria suinícola da América do Norte está vivenciando uma crise real. Bilhões já foram perdidos nos últimos 24 meses. Nós vimos outro dia que o total de perdas da indústria já superou em 100% o colapso dos preços que ocorreram em 1998-1999. E o que é pior, os preços futuros da carne suína indicam perdas de US$ 30,00 por cabeça nos próximos seis meses. 

A epidemia causada pelo vírus H1N1 (chamada de gripe suína) continua a mostrar sua cara feia. Apesar dos investimentos do governo, as agências preveem grandes problemas neste outono e inverno. Certamente eles não sabem o que vai acontecer, mas não parecem muito preocupados em lidar de forma abrangente com o problema. Se temos um problema e estamos protegidos, tudo bem. Se não, oh bem, eles estavam errados.

No entanto, milhares de produtores estão cada um a olhar suas próprias circunstâncias. Não há nenhuma decisão tomada em conjunto. Todos possuem sua própria posição. É necessário coragem e capital para continuar. Alguns já decidiram por encerrar suas atividades, parando por falta de vontade, fé e em muitas circunstâncias, falta de dinheiro. Outros estão cavando mais, comprometidos com a nossa indústria, acreditando no seu futuro. É interessante ver que os produtores que acreditam no futuro da atividade estão investindo em negócios genéticos, atualizando sua tecnologia. O efeito líquido desses investimentos, apesar das circunstâncias, é o descarte de 69.000 matrizes, iniciados há duas semanas. A dura realidade econômica está pressionando os bancos, companhias de alimentos e os produtores, a ponto de muitos desistirem.

Outras observações:

– Temos fortes indicadores que algumas granjas suínas que fizeram pouco ou nenhum descarte de matrizes irão começar a fazê-lo agora. Entendemos que alguns produtores devem reduzir seu rebanho em até 15%, com rumores desenfreados que esta percentagem é incentivada por suas instituições financeiras. Isto faz sentido em qualquer contexto. Cortes significativos na produção de suínos reforçarão os preços. Isso agora é uma questão de sobrevivência. Muitos produtores precisam aumentar as linhas de operação e fazer empréstimos com as instituições de crédito certas, segundo suas instruções. A redução do rebanho reprodutor certamente será uma delas.

– Em algum ponto, o abastecimento de suínos pequenos vai cair significativamente. Houve uma grande redução das matrizes no Canadá, que produziu os suínos pequenos. Todos estes animais foram enviados para o EUA. Estes animais devem eliminar o descarte. Em breve, vamos ver que 20 mil animais a menos disponíveis por semana , levarão os terminadores a escolherem os suínos pequenos. 

– O buraco que cavamos é enorme. Perdas podem chegar a US$ 1000,00 por ninhada de matrizes até o final de dezembro. As perdas de lucro vão demorar para serem recuperadas pelos produtores sobreviventes. O que é realmente triste para a história das pessoas reais. A devastação sofrida pelas pessoas e suas famílias é de quebrar o coração. As estatísticas não têm alma. É uma pena que a demanda por carne suína não pode sustentar um nível que evitasse tantas casualidades. Nós todos sabemos que muitas famílias foram esmagadas pelos efeitos do etanol de milho e a nomenclatura do H1N1. A parte triste é que todos os produtores querem liquidar animais para ajustar a oferta. Está acontecendo. O resultado final ainda é baixo. É muito ruim para a maioria viver, tem de haver morte. Esqueça Darwin, mas isto é real.

Algumas notícias positivas:

– Com importações mexicanas aumentando, os preços do suíno vivo nos EUA deverão ganhar impulso e sair dos US$ 0,60.

– A Coreia do Sul tornou mais fácil a importação de carne suína. Os preços estão acima de US$ 1,20 por libra.

– A oferta de grãos neste momento parece mais do que suficiente.

– O dólar fraco vai ajudar as exportações.

– O clima mais frio do verão no Centro-Oeste dos EUA já registrado na história contribuiu para aumentar o peso dos suínos, que cresceram mais rapidamente. O fator clima irá normalizar assim que entrarmos no outono. Você vai vendê-los apenas uma vez.

– O descarte dos reprodutores, aliado ao de matrizes, e a menor retenção de animais vão cortar a capacidade produtiva dos EUA e Canadá. Acreditamos que estamos caindo mais de 10 mil unidades por semana, atualmente.

– Esperamos que o rally de preços da Primavera – Verão em 2010 sejam dirigidos, nas próximas semanas, pelos fundos de hedge que estão observando os preços baixos do porco magro e a realidade do descarte de suínos.

Autor: Jim Long Presidente da Genesus Genetics  
Tradução: Rafael Stuchi/Gessulli Agribusiness

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