No estado, governo, produtores e agroindústrias estão mobilizados para abastecer as granjas de suínos e aves
Santa Catarina não registra morte de animais por inanição

As granjas de suínos e aves catarinenses continuam recebendo uma ração mínima e não existem registros oficiais de morte de animais por inanição, segundo informação do governo estadual. No sétimo dia de paralisação dos caminhoneiros, segundo o governo, Santa Catarina direciona esforços para manter a vida e evitar o sofrimento de milhões de animais. Maior produtor nacional de suínos e segundo maior produtor de aves do Brasil, o estado possui mais de 210 milhões de animais alojados em granjas. Alimentar esses suínos e aves tem sido um grande desafio diário para o Governo do Estado, produtores rurais e agroindústrias catarinenses.
Desde o início da paralisação dos caminhoneiros, o governo do estado solicita o apoio dos grevistas na liberação das cargas de ração para alimentação animal e de cargas vivas. Há inclusive um adesivo da Defesa Civil identificando os caminhões que levam ração e, para garantir que essas cargas cheguem ao destino, a Polícia Militar está realizando escoltas até as propriedades rurais.
“A estratégia do Comitê Integrado de Crise, com a compreensão dos grevistas, tem se mostrado muito eficiente. Tanto que, até o momento, não temos registro oficial de morte de animais causada por falta de comida”, ressalta o secretário da Agricultura e da Pesca, Airton Spies. Com os estoques de ração acabando, a partir desta segunda-feira (28), a demanda do setor do agronegócio é por milho e farelo de soja. O secretário Spies explica que esta será uma nova fase de trabalho, focada em levar insumos para que as fábricas possam produzir ração.
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Consumo de ração
Em Santa Catarina, as agroindústrias consomem em média de 22,5 mil toneladas de ração por dia e, para que o alimento chegue até as granjas, são necessários dois mil caminhões circulando pelo estado diariamente.
Durante a paralisação dos caminhoneiros, as agroindústrias e produtores rurais trabalham com uma ração mínima para alimentar um rebanho de sete milhões de suínos e de 206 milhões de aves alojados em granjas.
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As agroindústrias contam com um mecanismo para requisitar as forças policiais do estado na condução de comboios de cargas de ração e também na negociação da passagem pelos bloqueios. “Felizmente a maioria dos manifestantes tem aceitado negociar e, num gesto humanitário, vem permitindo a passagem de alimentos e cargas vivas para evitar o sofrimento e a crueldade que a falta de ração causaria aos animais”, afirma o secretário da Agricultura e da Pesca, Airton Spies.





















