Agrimídia Entrevista: Oportunidades no mercado da suinocultura e o papel da ABEGS

O mercado da suinocultura brasileira apresenta um cenário promissor, impulsionado por avanços significativos em genética e uma crescente demanda externa. Nos últimos anos, o Brasil se destacou como um protagonista no setor, especialmente após o acordo de cooperação técnica da Associação Brasileira das Empresas de Genética de Suínos (ABEGS) com a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) em 2012, que permitiu a importação de animais de elite para modernizar o plantel nacional.
Durante o evento Conexão Latino-Americana para fortalecer a suinocultura promovido pela ABCS, Alexandre Rosa, presidente da ABEGS, concedeu uma entrevista exclusiva à Gessulli Agrimídia. Ele destacou a importância da colaboração entre os países latino-americanos. “Acho que o evento foi bem interessante porque, apesar de termos países vizinhos muito próximos, percebemos um certo distanciamento cultural. Muitas vezes falamos em mercados distantes como os da Ásia ou Europa, esquecendo do potencial dos nossos vizinhos”, comentou Rosa. Ele enfatizou que a suinocultura mundial deve crescer nas Américas, especialmente na América Latina, devido à produção de grãos e às oportunidades na genética.
Além disso, Rosa apontou que o Brasil está se consolidando como uma plataforma de exportação de genética suína. “Nos últimos dez anos, houve investimentos significativos para que o Brasil se tornasse um exportador de genética. Já estamos começando com países como Colômbia, Argentina e Paraguai e temos interesse em expandir para Equador, Peru e Chile”, afirmou.
O presidente da ABEGS mencionou a crescente demanda por material genético no mercado chinês. “A China é nosso maior parceiro comercial e está muito interessada em abrir as portas para o Brasil. Temos uma qualidade sanitária e genética que nos diferencia”, disse Rosa. Ele ressaltou a necessidade de mais investimentos para atender essa demanda crescente e destacou que o Brasil possui território e expertise suficientes para aumentar sua produção.
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Rosa também abordou as recentes visitas de produtores chineses ao Brasil, ressaltando as imensas oportunidades que isso representa. “Hoje não estaríamos preparados para atender toda a demanda, mas estamos num bom momento para não apenas exportar carne, mas também tecnologia”, concluiu.
Em meio a esse cenário otimista, o evento Conexão Latino-Americana serviu como uma plataforma para convergir ideias e interesses comuns entre os países da região, reafirmando a relevância do Brasil no contexto global da suinocultura.
Conferi a entrevista na íntegra:





















