Hub MG Agro impulsiona suinocultura sustentável e abre portas para novas soluções

O Programa Hub MG Agro, coordenado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) com participação da Emater-MG, Epamig e Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), está com inscrições abertas para empresas e produtores que estejam em busca de soluções tecnológicas para seus empreendimentos. As propostas podem ser encaminhadas até o próximo dia 31 de maio, por meio deste link.
O programa conecta o setor produtivo do agronegócio mineiro às startups, empresas de base tecnológica e aos centros de pesquisa em inovação para o agro. “Este é o momento para os produtores rurais, médias e grandes organizações do agronegócio mineiro apresentarem suas dificuldades para viabilizarmos as conexões com empresas de inovação tecnológica na busca de soluções”, explica a assessora técnica a Seapa, Rebeca Caroline Gonçalves de Souza.
Case de Sucesso
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Um exemplo recente de case de sucesso proporcionado pelo Hub MG Agro aconteceu na suinocultura, setor estratégico do agro no estado. Minas Gerais ocupa o 4° lugar no ranking nacional, com 5,4 milhões de cabeças. A carne suína mineira é exportada para 21 países, alcançando US$ 59,4 milhões em receita e 29 mil toneladas comercializadas no ano passado.
O desafio apresentado pelo setor produtivo, representado pela Associação dos Suinocultores de Minas Gerais (Asemg), foi a implantação de tecnologias para mensurar as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) e o sequestro de carbono, além de desenvolver um modelo de comercialização dos créditos dos carbonos gerados.
Segundo a analista Rebeca Souza, ainda dentro do contexto da suinocultura, o estado vem avançando rumo à sustentabilidade, com ênfase na adoção de biodigestores, tecnologia que contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa, ao mesmo tempo em que gera energia limpa e adubo orgânico. “No entanto, a mensuração exata das emissões e do sequestro de carbono vinha sendo um desafio, dificultando a comercialização de créditos de carbono”.
A solução apresentada pela GXP Tecnologia foi a escolhida entre as sete apresentadas durante o Ciclo de Inovação. A estimativa é que, nos próximos 10 anos, os primeiros produtores a aderirem ao projeto possam gerar até R$ 84 milhões em créditos de carbono, com uma receita anual entre R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão por produtor. A inovação também beneficiará a startup, com expectativa de faturamento anual entre R$ 7 e R$ 12 milhões.
“Este projeto não só cria uma nova fonte de receita para os suinocultores, mas também contribui de forma significativa para a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE), alinhando a suinocultura de Minas Gerais às práticas de produção sustentável exigidas no cenário atual. Nossa expectativa é que novos desafios sejam apresentados, por meio do programa, para que as soluções sejam apresentadas à cadeia produtiva”, avalia a assessora técnica Rebeca.
Fonte: Seapa MG





















