Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,75 / kg
Soja - Indicador PRR$ 120,66 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 127,27 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,19 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,91 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,60 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,51 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,74 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 166,57 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 173,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 185,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 195,54 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 159,04 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 177,59 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,12 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,17 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.182,38 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.095,19 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 181,82 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 162,93 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 150,92 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 167,05 / cx
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Cenário da carne suína global: tarifas e doenças remodelam fluxos comerciais

O Rabobank, em seu relatório Global Pork Quarterly referente ao segundo trimestre de 2025, aponta que os fluxos comerciais de carne suína estão sendo remodelados por novas tarifas e surtos…
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Cenário da carne suína global: tarifas e doenças remodelam fluxos comerciais

O Rabobank, em seu relatório Global Pork Quarterly referente ao segundo trimestre de 2025, aponta que os fluxos comerciais de carne suína estão sendo remodelados por novas tarifas e surtos de doenças. Enquanto Brasil e União Europeia se beneficiam das mudanças na demanda, os desafios de produção e a incerteza do consumidor lançam sombras sobre o crescimento do mercado global.

A imposição de tarifas americanas sobre as exportações de carne suína para a China reduziu significativamente a competitividade dos EUA, especialmente em miudezas. Embora algumas dessas tarifas estejam temporariamente suspensas, importadores chineses estão buscando alternativas no Brasil, Chile e UE. Em resposta, os exportadores americanos estão redirecionando volumes para outros mercados, muitas vezes com menor valor agregado. A China, mesmo com importações representando menos de 5% de sua oferta total, continua sendo a maior importadora mundial de carne suína, e essa reorientação comercial gera potencial de crescimento para a América Latina e Europa.

Preços e Custos

Apesar da incerteza econômica global e da queda no consumo de carne suína em algumas regiões, os preços da carne suína se recuperaram no início do segundo trimestre. O principal fator é a restrição da oferta devido à estagnação do crescimento do rebanho de matrizes e aos desafios sanitários, como a Peste Suína Africana (PSA), a Febre Aftosa (FA) e a PRRSv.

No Brasil, os preços subiram 28% em relação ao ano anterior, impulsionados pela forte demanda das Filipinas. Na UE, os preços se fortaleceram com a recuperação da Alemanha como país livre de febre aftosa, apesar dos surtos de FA persistirem na Eslováquia e na Hungria.

Os custos da matéria-prima continuam sendo um fator crítico. Preços mais baixos na América do Norte e na Europa contrastam com o aumento dos custos na América do Sul, onde estoques apertados e a forte demanda por biocombustíveis elevam os preços do milho. A volatilidade cambial, especialmente a desvalorização do real, aumenta ainda mais a pressão. Apesar dessas diferenças, o Rabobank espera que os custos globais da ração permaneçam estáveis no segundo semestre de 2025, apoiados por boas colheitas e altos níveis de estoque.

Desafios de Doença Globalmente

A saúde do rebanho é uma grande restrição à oferta. A Febre Aftosa ressurgiu na Alemanha no início de 2025, embora o comércio tenha sido retomado desde então. A PSA continua afetando partes da Ásia e da Europa, enquanto a PRRSv permanece uma preocupação na América do Norte. O Rabobank destaca que a melhoria da biossegurança e tecnologias emergentes, como a edição genética de suínos resistentes ao PRRSv (aprovada nos EUA), podem oferecer alívio a longo prazo.


Destaques Regionais da Produção de Carne Suína:

  • China: A produção de carne suína deve crescer de 1% a 2% este ano. No entanto, as tarifas sobre as vísceras dos EUA podem causar um déficit significativo, elevando os preços e incentivando o contrabando.
  • Japão: As importações estão fortes devido aos altos preços internos. O abate permanece abaixo dos níveis históricos devido ao estresse térmico e às doenças, mas a demanda por serviços de alimentação sustenta o consumo.
  • Vietnã: Surtos de PSA e restrições ambientais elevaram os preços dos leitões. As importações aumentaram 40% no início de 2025, com o Brasil como principal fornecedor.
  • Filipinas: Os preços subiram 20% em relação ao ano anterior. A estrutura agrícola fragmentada do país dificulta o controle de doenças, e a produção deve cair novamente em 2025.
  • América do Norte: A produção dos EUA permanece estável, com os exportadores enfrentando mercados em retração. No Canadá, o aumento do abate e das exportações para o México e o Japão sustentam o crescimento.
  • México: Os preços do suíno atingiram níveis recordes e depois caíram sazonalmente. As importações dos EUA estão em alta, enquanto o Brasil vem ganhando participação de mercado.

Perspectiva: Otimismo Cauteloso

Embora a produção global de carne suína esteja sob pressão devido a doenças e políticas comerciais incertas, a estabilidade dos custos da ração e as oportunidades em mercados emergentes devem proporcionar algum alívio. No entanto, o Rabobank alerta que a inflação e a mudança no comportamento do consumidor podem reduzir a demanda, especialmente por cortes mais caros e serviços de alimentação. Com os padrões comerciais continuando a evoluir e o crescimento do rebanho estagnado, os produtores devem permanecer ágeis para gerenciar riscos e oportunidades em um mercado global volátil.

Referência: Pig Progress

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