Conheça a decisão do Comitê do Reino Unido sobre o atordoamento por CO2 e os riscos que apresenta aos suínos durante o abate
Comitê do Reino Unido recomenda banimento do atordoamento por CO2

O Comitê Britânico de Bem-Estar Animal (AWC), órgão consultivo independente que assessora o governo do Reino Unido (Defra, Escócia e Gales), emitiu uma recomendação contundente para que o uso de altas concentrações de dióxido de carbono (CO₂) na insensibilização de suínos seja proibido. A conclusão, baseada em uma revisão abrangente de evidências científicas, aponta que o método causa dor, angústia e sofrimento significativos aos animais antes da perda de consciência.
O sistema atualmente sob escrutínio é o “Sistema de Atmosfera Controlada” (CAS), método padrão utilizado em 90% dos abates de suínos na Inglaterra e no País de Gales. O processo consiste em baixar grupos de 5 a 7 suínos em “gôndolas” (gaiolas) para um fosso onde são rapidamente expostos a altas concentrações de CO₂. A AWC identificou que esta exposição, enquanto os animais ainda estão conscientes, está associada a três graves problemas de bem-estar animal:
- Dor: Causa reações que levam a vocalizações intensas.
- Dificuldade respiratória: Provoca hiperventilação.
- Medo: Gera tentativas claras de fuga.
O comitê, composto por especialistas independentes, analisou também os impactos de métodos alternativos, como o uso de gases inertes ou o atordoamento elétrico (manual e automatizado). A recomendação final é que a indústria de processamento de carne suína receba um período de transição para se adaptar a novos métodos, mas que este prazo seja o mais curto possível, não devendo, em hipótese alguma, exceder cinco anos.
Leia também no Agrimídia:
- •Alibem exporta carne suína para mais de 40 países e comercializa 160 mil toneladas por ano
- •Perfil do consumidor brasileiro muda em 2026 e exige novas estratégias do varejo
- •Europa conscientiza população e produtores: workshops gratuitos para prevenção da Peste Suína Africana
- •Vendas de carne nos EUA atingem recorde histórico de US$ 112 bilhões impulsionadas pelas gerações Millennials e Z
Referência: Pig Progress





















