Entenda os motivos da alta da soja em Chicago após a prisão de Maduro. Um evento geopolítico que reverberou no mercado internacional
Soja sobe em Chicago (EUA) após prisão de Maduro

O mercado de grãos na Bolsa de Chicago (CBOT) reagiu com volatilidade nesta segunda-feira (05) a um evento geopolítico de grandes proporções. A soja interrompeu uma sequência de cinco quedas consecutivas e fechou em alta de 1,55% (cotada a US$ 10,62/bushel) nos contratos de março.
O gatilho não veio do campo, mas da política internacional: a prisão de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, pelo governo de Donald Trump no fim de semana, gerou incerteza global e impulsionou as cotações do petróleo (+1,66%).
Como a Venezuela possui uma das maiores reservas de óleo do mundo (300 bilhões de barris), o temor de instabilidade no fornecimento fez investidores buscarem proteção em commodities energéticas.
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Esse movimento contaminou positivamente os grãos. O milho pegou carona na alta do petróleo, já que o óleo mais caro aumenta a competitividade do etanol, e subiu 1,60% (US$ 4,4450/bushel). O trigo também reverteu perdas e fechou com valorização de 1,18%.
Apesar da euforia momentânea, analistas pedem cautela. Enílson Nogueira, da consultoria Céleres, explica que a alta é fruto de um fator macroeconômico e não de fundamentos de oferta e demanda. “A soja é afetada por fazer parte de uma cesta de commodities que é favorecida na volatilidade”, afirma.
A tendência de médio prazo continua sendo de pressão baixista: com as safras do Brasil e Argentina caminhando para uma boa produção e aumento de área, o cenário fundamental deve voltar a ditar os preços para baixo assim que a poeira geopolítica baixar.
Referência: Valor Econômico


















