Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 66,36 / kg
Soja - Indicador PRR$ 120,49 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 126,90 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,62 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 5,67 / kg
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Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 153,51 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 152,56 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 172,27 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 175,72 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 148,53 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 167,43 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,23 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,24 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.338,21 / t
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Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 158,53 / cx
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Mercado

Acordo União Europeia e Mercosul pode ampliar presença da carne suína

Mesmo com cota limitada, tratado é visto como estratégico para diversificar destinos e fortalecer a capilaridade das exportações nacionais

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O acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul pode abrir novas oportunidades para a suinocultura brasileira? Após mais de 25 anos de negociações, o tratado está próximo de ser oficializado e, segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), representa um avanço institucional importante para o setor, ainda que o impacto direto sobre os volumes exportados de carne suína deva ser restrito no curto prazo.

Cota prevista é pequena frente às exportações brasileiras

De acordo com o Cepea, o acordo estabelece uma cota inédita de 25 mil toneladas por ano de carne suína — tanto in natura quanto industrializada — destinadas ao bloco europeu, com tarifa reduzida de € 83 por tonelada. Apesar de positiva, essa quantidade é considerada modesta quando comparada ao volume total que o Brasil já exporta anualmente para outros mercados.

Acima desse limite, continuam valendo as tarifas padrão do regime europeu, que podem atingir níveis elevados e, na prática, inviabilizar o envio de produtos de maior valor agregado, como presuntos e cortes suínos defumados ou secos.

União Europeia não deve ser grande destino no curto prazo

Na avaliação dos pesquisadores do Cepea, a União Europeia não deve se consolidar, de imediato, como um dos principais destinos da carne suína brasileira. Barreiras tarifárias, exigências sanitárias rigorosas e a própria competitividade do mercado europeu limitam uma expansão mais acelerada dos embarques.

Ainda assim, o acordo é visto como um sinal positivo do ponto de vista estratégico, especialmente por reforçar a imagem do Brasil como fornecedor global habilitado a acessar mercados exigentes.

Estratégia de capilaridade ganha força

Mesmo com impacto quantitativo limitado, o Cepea destaca que o acordo pode contribuir para a estratégia de “capilaridade” das exportações brasileiras, ao ampliar o número de destinos atendidos e reduzir a dependência de poucos mercados compradores.

Essa diversificação é considerada fundamental para a suinocultura nacional, principalmente em um cenário de volatilidade internacional, mudanças geopolíticas e ajustes constantes nas políticas comerciais globais.

Impacto institucional e sinal ao mercado

Além dos efeitos diretos sobre o comércio, o avanço do acordo UE–Mercosul também tem relevância institucional e diplomática, ao sinalizar maior integração entre os blocos e potencial abertura para futuras revisões de cotas e condições comerciais.

Para o setor suinícola brasileiro, o tratado representa mais um passo na consolidação do país como player global, ainda que seus efeitos práticos devam ser sentidos de forma gradual e seletiva.

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