Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 70,37 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,81 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 129,24 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 9,64 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,61 / kg
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Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 163,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 187,34 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,24 / kg
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Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.284,93 / t
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Setor suinícola francês cresce no consumo, mas enfrenta desafios estruturais para manter a produção

A carne suína na França cresce em consumo, mas a indústria deve lidar com desafios estruturais. Veja as análises para 2025

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A indústria suína da França deverá intensificar seus esforços produtivos para acompanhar o bom desempenho da carne suína no consumo interno. O alerta foi feito pela Inaporc, órgão que representa a cadeia suinícola francesa, em sua revisão de mercado para 2025.

Consumo em alta e preços em queda

Em 2025, as vendas de carne suína avançaram em todos os canais, tanto no consumo doméstico quanto fora do lar. Diferentemente de outras proteínas, a carne suína registrou aumento da demanda ao mesmo tempo em que os preços recuaram. As estimativas iniciais indicam crescimento de 2,6% no consumo, após alta de 1,4% em 2024. O consumo per capita atingiu 31,6 kg por habitante, nível semelhante ao do frango e de outras aves.

Apesar do avanço da demanda, os preços nos supermercados caíram 1,6%, alcançando média de € 12,10 por quilo para carne suína e produtos derivados, incluindo charcutaria. Do lado da oferta, o número de suínos abatidos cresceu 0,3%, e, com o aumento do peso médio das carcaças, a produção total subiu 0,7%. Ainda assim, o índice de autossuficiência caiu para 98%, reforçando a dependência crescente de importações.

Envelhecimento dos produtores e risco à continuidade

A Inaporc avalia que a situação do setor pode se agravar nos próximos anos devido ao envelhecimento dos produtores. Atualmente, 40% do volume produzido vem de agricultores com mais de 55 anos, enquanto 36% dos dirigentes das mais de 300 empresas francesas de charcutaria têm mais de 60 anos. A entidade estima que mais de 100 granjas, com média de 300 matrizes cada, precisem ser transferidas anualmente para novos produtores.

Manter a produção estável exigirá investimentos superiores a € 5 bilhões ao longo da próxima década. Diante desse cenário, a Inaporc defende a mobilização de toda a cadeia sob a marca Le Porc Français, além de mudanças regulatórias que facilitem a sucessão e a modernização das propriedades.

Pressão regulatória e rentabilidade em risco

A entidade também alertou para a queda da rentabilidade das granjas, impactadas pela redução dos preços da carne suína, pelas tarifas antidumping impostas pela China à carne europeia e pelos casos de Peste Suína Africana na Espanha. Segundo a Inaporc, o aumento das importações pressiona ainda mais os produtores e a indústria de charcutaria.

O setor pede redução da burocracia, adequação das regras ambientais à realidade da suinocultura e uma isenção da Diretiva de Emissões Industriais da União Europeia para granjas de suínos e aves. Mesmo com essas reivindicações, a cadeia afirma manter compromisso ambiental, com meta de reduzir em 25% as emissões de gases de efeito estufa até 2035.

Ao final, a Inaporc reforçou o apelo para que consumidores e compradores priorizem produtos identificados com o selo Le Porc Français, como forma de apoiar a sustentabilidade econômica da suinocultura francesa.

Referência: Pig Progress

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