Queda nas cotações do suíno em fevereiro amplia vantagem competitiva frente às proteínas bovina e de frango, aponta levantamento do Cepea
Carne suína registra menor preço desde abril de 2024 e ganha competitividade frente a frango e boi

A carne suína voltou a registrar forte desvalorização no mercado brasileiro em fevereiro de 2026, levando a proteína ao menor preço médio mensal desde abril de 2024 em termos reais, segundo levantamento do Cepea.
Os dados consideram a série deflacionada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro de 2026 e indicam que o movimento de queda observado desde o início do ano aumentou a competitividade da carne suína frente às principais proteínas concorrentes, a bovina e a de frango.
Competitividade da carne suína aumenta no mercado
De acordo com pesquisadores do Cepea, a desvalorização da proteína suína elevou, pelo segundo mês consecutivo, sua competitividade no mercado interno.
Leia também no Agrimídia:
- •Parceria público-privada garante investimentos e modernização da estação quarentenária de suínos até 2030
- •Erro em mapa da PSA provoca suspensão temporária da carne suína espanhola
- •Síndromes respiratórias, sanidade e cenário global marcam a edição de fevereiro da Revista Suinocultura Industrial
- •Reino Unido impõe restrições a importações do Chipre após surto de febre aftosa
No caso da comparação com a carne bovina, o ganho de competitividade foi ainda mais significativo devido à valorização da carcaça casada bovina no período. Já frente ao frango, também houve avanço na competitividade, embora o cenário seja mais moderado.
Isso porque, segundo o Centro de Pesquisas, os preços da carne de frango também recuaram, mas em intensidade menor do que a observada no mercado suinícola, ampliando a diferença entre as proteínas.
Queda do suíno vivo perde força nesta semana
O levantamento do Cepea mostra ainda que o movimento de baixa nos preços do suíno vivo, que vem sendo observado desde o início de 2026, perdeu um pouco de força nesta semana.
Mesmo com essa desaceleração recente, o mercado segue pressionado por um fator central: a oferta acima da demanda, cenário que tem sustentado o viés baixista nas negociações ao longo do primeiro bimestre.
Oferta elevada e consumo pressionado explicam cenário
Agentes consultados pelo Cepea indicam que quedas nos preços já eram esperadas para o início do ano, período tradicionalmente marcado por menor poder de compra da população, devido ao aumento de despesas sazonais no começo do calendário.
No entanto, a intensidade da desvalorização observada em 2026 tem gerado preocupação no setor, especialmente entre produtores, diante do impacto sobre as margens da atividade.
Mercado monitora demanda nas próximas semanas
Com o mercado ainda ajustando a relação entre disponibilidade de produto e ritmo de consumo, o comportamento da demanda doméstica nas próximas semanas será determinante para indicar se os preços devem estabilizar ou iniciar uma recuperação gradual.
Enquanto isso, a maior competitividade da carne suína frente às proteínas bovina e de frango pode favorecer o consumo interno, contribuindo para uma possível recomposição das cotações ao longo dos próximos meses.
Referência: Cepea





















