Em 2025, as exportações de carne suína na Europa aumentaram. Descubra os detalhes por trás desse crescimento significativo
O volume de exportações de carne suína do Reino Unido cresceu em 2025, impulsionado principalmente pelo aumento da demanda da China, que enfrentou tensões comerciais com outros parceiros. Em sentido oposto, o volume de importações britânicas caiu ao longo do ano.
Exportações
As exportações de carne suína do Reino Unido aumentaram 2,6%, alcançando 306,2 mil toneladas em 2025. Apesar do avanço em volume, o valor das remessas caiu 4,7%, totalizando £ 492 milhões.
A principal categoria exportada foi a de vísceras, que representou 48% do volume total. As exportações desse segmento chegaram a 147,2 mil toneladas, alta de 3,1% em relação ao ano anterior.
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A carne suína fresca e congelada, responsável por 42% das exportações, cresceu quase 5% em volume, atingindo 128 mil toneladas. Já as linguiças registraram o maior crescimento percentual, com alta de 11%, totalizando 6,1 mil toneladas.
Em contrapartida, houve queda no volume exportado de bacon, com retração de 8%, para 9,5 mil toneladas, e de produtos processados, incluindo presunto, que recuaram 12%, para 15,6 mil toneladas.
Segundo o analista Adam Chowdry, da AHDB, o crescimento geral das exportações foi impulsionado pelo aumento da produção interna e pela maior demanda de parceiros comerciais estratégicos.
As exportações para fora da União Europeia cresceram 7,8%, alcançando 186,7 mil toneladas, enquanto as vendas destinadas à UE caíram 4,5%, somando 119,5 mil toneladas.
A China tornou-se o maior destino da carne suína britânica em 2025, superando a União Europeia em volume. Os embarques para o país asiático cresceram 13%, alcançando 135,6 mil toneladas. Desse total, as exportações de miúdos avançaram 14,7%, para 90 mil toneladas, e as de carne suína fresca e congelada aumentaram 9,9%, para 45,5 mil toneladas.
De acordo com a AHDB, esse crescimento foi favorecido pelas tensões comerciais da China com outros fornecedores. Por outro lado, as exportações para países fora da UE, excluindo a China, diminuíram, com destaque para a redução de 9% nas vendas às Filipinas, em um cenário de maior concorrência do Brasil, que pressiona fornecedores como Reino Unido, Estados Unidos e Canadá.
Importações
O volume total de importações de carne suína pelo Reino Unido caiu 4,8%, totalizando 752,5 mil toneladas em 2025, com redução registrada em todas as categorias de produtos.
A Alemanha apresentou a maior queda entre os fornecedores, com retração de 26%, equivalente a 37 mil toneladas, totalizando 104,2 mil toneladas. A redução foi atribuída, em grande parte, à proibição de importações imposta no início do ano após um surto de febre aftosa.
A Bélgica, por sua vez, registrou o maior crescimento entre os fornecedores da UE, com alta de 12%, somando 56,5 mil toneladas.
Os Estados Unidos permaneceram como o principal fornecedor fora da UE, embora com volumes reduzidos. As importações de carne suína americana caíram 28%, para 1,1 mil toneladas.
Segundo Adam Chowdry, a queda expressiva dos preços da carne suína na UE na segunda metade de 2025 não resultou em aumento significativo das importações britânicas. No quarto trimestre, as importações caíram 7%, reforçando a tendência de retração observada ao longo do ano.
Apesar de uma leve alta em outubro e novembro, associada à demanda sazonal antes do Natal, as importações de dezembro recuaram 9% em relação ao ano anterior. Os volumes de novembro e dezembro ficaram abaixo dos registrados nos quatro anos anteriores, indicando que a demanda por produtos britânicos permaneceu relativamente resiliente.
Em termos de composição, as importações de carne suína fresca e congelada caíram 6%, representando 43% do total importado, com Dinamarca, Bélgica, Espanha e Alemanha como principais fornecedores. As importações de bacon recuaram 3%, respondendo por 23% do volume total, enquanto as de salsichas diminuíram 3% e as de produtos processados caíram 5%.
As vísceras apresentaram a maior queda percentual, de 15%, embora representassem apenas 2% do volume total importado pelo Reino Unido.






















