Entidade celebra quase seis décadas de atuação com forte impacto na organização do setor, expansão da produção e abertura de novos mercados para a carne suína paulista e brasileira
APCS completa 59 anos fortalecendo a suinocultura paulista e ampliando mercados para a carne suína brasileira

A Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS) celebra, em 2026, 59 anos de atuação em defesa dos suinocultores paulistas, consolidando-se como uma das entidades mais longevas e influentes do agronegócio brasileiro. Ao longo de quase seis décadas, a instituição tem se destacado pela geração de resultados concretos aos associados, pela organização do setor e pelo estímulo à modernização da produção suinícola no Estado de São Paulo.
Segundo o presidente da APCS, Valdomiro Ferreira Júnior, a longevidade da entidade está diretamente ligada à união do setor.
“São poucas as entidades que conseguem chegar a 59 anos. E por que nós chegamos? Porque nós somos um grupo unido, sem vaidades pessoais, focado no objetivo comum e não em interesses individuais. Esse é o sucesso da associação.”
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Estrutura que gera resultados ao produtor
A APCS atua por meio de importantes instrumentos de gestão coletiva, como a Bolsa de Comercialização de Suínos do Estado de São Paulo “Mezo Wolters” e o Consórcio Suíno Paulista “Vanderlei Bressiani”, reconhecidos pela eficiência, transparência e profissionalismo.
Na comercialização, a Bolsa movimenta semanalmente cerca de 29 mil suínos, com peso médio de 116 kg e preço médio recente de R$ 7,09/kg. Considerando aproximadamente 4,2 semanas por mês, o volume financeiro pode chegar a mais de R$ 100 milhões mensais, evidenciando sua relevância na formação de preços e na estabilidade do mercado paulista.
Já o Consórcio Suíno Paulista fortalece o poder de compra dos produtores. Apenas na aquisição de aminoácidos para entrega em abril, foram negociados R$ 3,51 milhões, com previsão de novas compras de insumos como farelo de soja, medicamentos, material de inseminação e produtos de higiene — fundamentais para a produtividade das granjas.
Nos dois primeiros meses do ano, o consórcio já registrou quase R$ 48 milhões em compras, refletindo o alto nível tecnológico e a busca contínua por eficiência na produção.
Suinocultura em expansão e quebra de mitos
Ferreira Júnior destaca que a suinocultura vive um ciclo de crescimento, tanto no Brasil quanto no mundo.
“A carne suína é a mais consumida globalmente, e o Brasil já é o terceiro maior exportador. Quando o consumidor conhece como produzimos — com alta tecnologia, bem-estar animal e rigor ambiental — novos mercados se abrem.”
Ele ressalta ainda a importância de aproximar a produção do público urbano para combater preconceitos históricos sobre a carne suína.
“É um produto cercado de mitos. Nosso objetivo é quebrar essas barreiras e mostrar a realidade da produção moderna.”
Itu: capital nacional da suinocultura
O município de Itu, no interior paulista, tem papel simbólico nesse processo. Há mais de três décadas reconhecido como referência do setor, o local recebe eventos que reforçam sua posição estratégica.
“Itu se transforma na capital nacional da suinocultura. O cidadão ituano pode ter orgulho de viver na maior cidade do setor no Estado, com produção de alta performance, qualidade genética, nutrição avançada, bem-estar animal e tratamento adequado de dejetos.”
A força produtiva local já permite exportações diretas, como envios recentes de carne suína para as Filipinas.
Compromisso com o futuro do setor
Ao completar 59 anos, a APCS reafirma seu papel como elo entre produtores, mercado e consumidores, promovendo organização, competitividade e sustentabilidade na cadeia suinícola.
Mais do que celebrar o passado, a entidade projeta um futuro de expansão, inovação e abertura de novos mercados — sempre baseada na união dos produtores e na defesa da atividade.
A comemoração oficial reunirá associados no dia 27 de março, em Campinas, marcando mais um capítulo da história de uma instituição que ajudou a transformar a suinocultura paulista em referência nacional.





















