Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,88 / kg
Soja - Indicador PRR$ 123,05 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 128,81 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 9,57 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,48 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,55 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 5,99 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 5,96 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,06 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,49 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 173,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 191,47 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 192,05 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 164,20 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 186,84 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,27 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,30 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.285,02 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.156,51 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 201,15 / cx
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Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 163,38 / cx
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Internacional

Comercialização de carne suína dos EUA com estabilidade, segundo Rabobank

Demanda interna firme sustenta preços, enquanto exportações enfrentam pressão e mudanças geopolíticas

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Desafios no comércio global: comercialização de carne suína dos EUA com estabilidade

Os preços da carne suína nos Estados Unidos iniciaram 2026 em um cenário mais estável, após a valorização observada em meados de 2025. Segundo o Rabobank, o valor médio do corte suíno atingiu US$ 95,91 em fevereiro, com alta de 2% frente a janeiro, mas recuo de 2% na comparação anual.

A sustentação dos preços está ligada à demanda interna consistente no varejo e ao bom desempenho das exportações. O consumo doméstico segue favorecido pela menor oferta e pelos preços elevados da carne bovina, enquanto a competitividade das aves — proteína mais acessível — limita avanços mais expressivos nas cotações.

Produção cresce de forma moderada e depende de eficiência

De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, a produção de carne suína recuou 1,2% em 2025, totalizando 12,46 milhões de toneladas, o equivalente a 11% da produção global, mantendo o país na terceira posição, atrás de China e União Europeia.

Para 2026, a expectativa é de leve crescimento, alcançando cerca de 12,47 milhões de toneladas. O avanço, no entanto, deve ser sustentado por ganhos de produtividade, já que fatores como pressão sanitária, custos elevados de construção e entraves regulatórios limitam a expansão do rebanho.

O plantel total foi estimado em 74,3 milhões de cabeças em março de 2026, alta de 4% na comparação anual, embora o rebanho reprodutor tenha recuado 1%, totalizando 5,89 milhões de matrizes.

Consumo interno permanece estável

O consumo de carne suína nos EUA mantém trajetória estável. Em 2025, foram consumidas 9,83 milhões de toneladas, com leve queda de 0,8%. Para 2026, a projeção é de 9,81 milhões de toneladas (-0,2%). A proteína segue como a terceira mais consumida no país, atrás das aves e da carne bovina, com a competitividade de preços das aves influenciando diretamente a escolha do consumidor.

Exportações enfrentam reconfiguração de mercados

As exportações totalizaram 3,05 milhões de toneladas em 2025, queda de 2% em relação ao ano anterior. O recuo foi puxado principalmente pela redução dos embarques para mercados asiáticos.

As vendas para a China caíram 22%, refletindo menor demanda e tensões geopolíticas, enquanto o Japão registrou retração de 7%, impactado pela desvalorização do iene e altos estoques internos. O Canadá também apresentou queda de 14% nas importações.

Em contrapartida, o México se consolidou como principal vetor de crescimento, com aumento de 8% nas compras, impulsionado por desafios produtivos internos e condições cambiais favoráveis.

Para 2026, a expectativa do setor é de crescimento moderado nas exportações, entre 2% e 2,5%, apoiado pela desvalorização do dólar, maior disponibilidade de produto e demanda internacional consistente.

Importações recuam e cenário segue cauteloso

As importações norte-americanas somaram 523 mil toneladas em 2025, retração de 2%. O principal impacto veio da forte redução nas compras do Brasil (-32%), após questões tarifárias. Também houve leve queda nas importações provenientes da União Europeia, influenciadas pela menor produção e pelos efeitos da Peste Suína Africana.

Perspectivas apontam crescimento gradual e riscos comerciais

No curto prazo, a expansão da produção deve permanecer limitada, com ganhos sustentados principalmente por eficiência produtiva. No cenário externo, fatores como doenças, tensões geopolíticas e a busca da China por autossuficiência continuam redesenhando os fluxos globais.

O Rabobank destaca ainda riscos associados à revisão do acordo USMCA, essencial para o comércio de carne suína na região, além da investigação antidumping conduzida pelo México sobre cortes suínos norte-americanos, que pode resultar em novas tarifas até o final de 2026.

O panorama indica um mercado mais equilibrado em 2026, porém ainda condicionado a fatores sanitários, econômicos e comerciais que seguem impactando a competitividade da suinocultura dos Estados Unidos.

Referência: Pig World

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