Em 2026, a carne de porco moída apresenta resultados curiosos, mesmo com a queda nas vendas de carne suína no Reino Unido
Carne de porco moída desafia tendência com queda nas vendas de carne suína no Reino Unido

O início de 2026 marcou a retomada da tendência de queda no volume de vendas de carne suína no varejo do Reino Unido, embora o valor comercializado permaneça acima do registrado no ano anterior. O movimento ocorre após um 2025 de recuperação, impulsionado principalmente pela alta nos preços da carne bovina, que favoreceu a competitividade da proteína suína.
Dados da Worldpanel by Numerator UK, compilados pela AHDB, indicam que, no acumulado de 52 semanas encerradas em 22 de fevereiro, as vendas totais de carne suína cresceram 0,9% em volume, alcançando 925 milhões de quilos. Em valor, o avanço foi de 2,3%, totalizando £ 6,85 bilhões, com preço médio de £ 7,40/kg, alta de 1,4%.
No curto prazo, porém, observa-se retração. Nas 12 semanas anteriores ao período analisado, o volume vendido caiu 1,6%, somando 219,6 milhões de quilos. Ainda assim, o faturamento cresceu 0,7%, atingindo £ 1,65 bilhão, sustentado pelo aumento de 2,3% no preço médio, que chegou a £ 7,54/kg.
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No segmento de carne suína in natura, considerado o mais relevante para o setor no país, houve desempenho positivo recente. O volume cresceu 1%, totalizando 32,9 milhões de quilos, enquanto o valor avançou 2,4%, alcançando £ 213,2 milhões. O destaque foi a carne suína moída, com expressiva expansão de 45,4% em volume e 43,6% em valor, reflexo de sua competitividade, com preço médio de £ 5,13/kg.
Por outro lado, cortes tradicionais apresentaram retração nas vendas, incluindo bisteca, costeletas, pernil, paleta, lombo e barriga, evidenciando mudança no padrão de consumo.
Os produtos processados também registraram desempenho mais fraco, com queda de 3,5% no volume e 2,1% no valor, apesar da elevação de 1,5% no preço médio, que atingiu £ 7,84/kg. Entre os itens, o presunto foi exceção, com crescimento de 2,9%, enquanto bacon, linguiça, carnes fatiadas e hambúrgueres apresentaram recuos.
Na categoria de valor agregado, produtos prontos para cozinhar e preparados em sous vide avançaram de forma significativa, ainda que sobre bases menores, indicando maior interesse por conveniência no consumo.
Outro ponto de destaque é o fortalecimento da presença da carne suína britânica no varejo. Levantamento recente do AHDB Porkwatch aponta que a participação de produtos de origem nacional nas prateleiras atingiu o maior nível dos últimos anos, com desempenho especialmente relevante na categoria de carne fresca.
O cenário reforça uma dinâmica de mercado marcada por pressão sobre volumes, sustentação de preços e mudanças no perfil de consumo, com maior busca por opções acessíveis e práticas no varejo.
Referência: Pig World




















