Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 69,65 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 154,38 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 161,00 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,24 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,53 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 4,99 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,01 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 131,23 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 140,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 123,84 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 137,16 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,28 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.538,40 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.437,03 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 125,60 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 142,66 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 157,15 / cx
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Mercado

Queda no preço do suíno surpreende setor e compromete primeiro semestre de 2026, avalia presidente da APCS

Excesso de oferta e retração no consumo interno pressionam mercado, enquanto custos de produção seguem como desafio para suinocultores paulistas

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Queda no preço do suíno surpreende setor e compromete primeiro semestre de 2026, avalia presidente da APCS

O mercado de suínos no Brasil atravessa um início de 2026 marcado por forte frustração nas expectativas e pressão sobre os preços, segundo avaliação do presidente da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), Valdomiro Ferreira Júnior. Após projeções otimistas no fim de 2025, o setor foi surpreendido por um cenário adverso nos primeiros quatro meses do ano.

De acordo com o dirigente, a cotação do suíno vivo registrou queda expressiva, passando de cerca de R$ 168,00 para R$ 100,00, impactando diretamente a rentabilidade dos produtores. “O mercado nos surpreendeu muito negativamente. Hoje, trabalhamos com preços abaixo do custo de produção”, afirmou.

Entre os principais fatores que explicam o recuo, está o crescimento acelerado da produção, especialmente no aumento do plantel. Segundo Ferreira Júnior, o setor não conseguiu antecipar a dimensão dessa expansão, o que resultou em uma oferta acima do esperado. “Tivemos um crescimento rápido no povoamento de animais, o que gerou uma superoferta que não imaginávamos”, explicou.

Além disso, o consumo interno também apresentou sinais de enfraquecimento. A perda de poder de compra do consumidor brasileiro contribuiu para a redução da demanda por carne suína, agravando o desequilíbrio entre oferta e procura. “O consumidor acabou se afastando um pouco, o que também pressionou o mercado”, pontuou.

A expectativa de recuperação no início de maio não se concretizou, elevando a preocupação quanto ao desempenho do setor no curto prazo. “Há uma incerteza se conseguiremos reverter essa situação nas próximas semanas. Infelizmente, o primeiro semestre já está comprometido”, avaliou.

Apesar do cenário desafiador, a queda nos custos com alimentação animal tem amenizado parcialmente as perdas. O milho, por exemplo, apresenta preços significativamente menores em comparação a períodos anteriores, especialmente na região de Campinas. Já o farelo de soja também registra recuo, embora em ritmo mais moderado, influenciado pelo mercado internacional, especialmente pelas dinâmicas entre Estados Unidos e China.

Diante desse contexto, a orientação para os produtores é focar na gestão interna das granjas e na redução de custos operacionais. “Agora é trabalhar dentro da porteira, buscar eficiência e atravessar esse momento da forma mais rápida possível”, destacou.

O presidente da APCS também fez uma reflexão sobre a necessidade de maior transparência e planejamento no crescimento do setor. Segundo ele, a falta de diagnóstico prévio sobre a expansão produtiva dificultou reações mais rápidas do mercado. “Não é assim que um setor cresce. Se tivéssemos identificado esse movimento antes, poderíamos ter ajustado a produção de forma mais eficiente”, afirmou.

Por outro lado, as exportações seguem como um ponto positivo, contribuindo para aliviar parcialmente a pressão sobre o mercado interno. Ainda assim, o cenário exige cautela e ajustes estratégicos para os próximos meses.

A suinocultura brasileira entra, portanto, em um período de atenção redobrada, buscando equilibrar produção, custos e demanda diante de um mercado mais volátil do que o esperado para 2026.

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