Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,93 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,10 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,87 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,20 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,42 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,48 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,53 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,73 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 141,81 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 154,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,74 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.457,55 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.355,06 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,21 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,16 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 162,73 / cx
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Mercado

Queda no preço do suíno surpreende setor e compromete primeiro semestre de 2026, avalia presidente da APCS

Excesso de oferta e retração no consumo interno pressionam mercado, enquanto custos de produção seguem como desafio para suinocultores paulistas

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Queda no preço do suíno surpreende setor e compromete primeiro semestre de 2026, avalia presidente da APCS

O mercado de suínos no Brasil atravessa um início de 2026 marcado por forte frustração nas expectativas e pressão sobre os preços, segundo avaliação do presidente da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), Valdomiro Ferreira Júnior. Após projeções otimistas no fim de 2025, o setor foi surpreendido por um cenário adverso nos primeiros quatro meses do ano.

De acordo com o dirigente, a cotação do suíno vivo registrou queda expressiva, passando de cerca de R$ 168,00 para R$ 100,00, impactando diretamente a rentabilidade dos produtores. “O mercado nos surpreendeu muito negativamente. Hoje, trabalhamos com preços abaixo do custo de produção”, afirmou.

Entre os principais fatores que explicam o recuo, está o crescimento acelerado da produção, especialmente no aumento do plantel. Segundo Ferreira Júnior, o setor não conseguiu antecipar a dimensão dessa expansão, o que resultou em uma oferta acima do esperado. “Tivemos um crescimento rápido no povoamento de animais, o que gerou uma superoferta que não imaginávamos”, explicou.

Além disso, o consumo interno também apresentou sinais de enfraquecimento. A perda de poder de compra do consumidor brasileiro contribuiu para a redução da demanda por carne suína, agravando o desequilíbrio entre oferta e procura. “O consumidor acabou se afastando um pouco, o que também pressionou o mercado”, pontuou.

A expectativa de recuperação no início de maio não se concretizou, elevando a preocupação quanto ao desempenho do setor no curto prazo. “Há uma incerteza se conseguiremos reverter essa situação nas próximas semanas. Infelizmente, o primeiro semestre já está comprometido”, avaliou.

Apesar do cenário desafiador, a queda nos custos com alimentação animal tem amenizado parcialmente as perdas. O milho, por exemplo, apresenta preços significativamente menores em comparação a períodos anteriores, especialmente na região de Campinas. Já o farelo de soja também registra recuo, embora em ritmo mais moderado, influenciado pelo mercado internacional, especialmente pelas dinâmicas entre Estados Unidos e China.

Diante desse contexto, a orientação para os produtores é focar na gestão interna das granjas e na redução de custos operacionais. “Agora é trabalhar dentro da porteira, buscar eficiência e atravessar esse momento da forma mais rápida possível”, destacou.

O presidente da APCS também fez uma reflexão sobre a necessidade de maior transparência e planejamento no crescimento do setor. Segundo ele, a falta de diagnóstico prévio sobre a expansão produtiva dificultou reações mais rápidas do mercado. “Não é assim que um setor cresce. Se tivéssemos identificado esse movimento antes, poderíamos ter ajustado a produção de forma mais eficiente”, afirmou.

Por outro lado, as exportações seguem como um ponto positivo, contribuindo para aliviar parcialmente a pressão sobre o mercado interno. Ainda assim, o cenário exige cautela e ajustes estratégicos para os próximos meses.

A suinocultura brasileira entra, portanto, em um período de atenção redobrada, buscando equilibrar produção, custos e demanda diante de um mercado mais volátil do que o esperado para 2026.

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