Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,93 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,10 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,87 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,20 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,42 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,48 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,53 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,73 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 141,81 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 154,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,74 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.457,55 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.355,06 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,21 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,16 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 162,73 / cx
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Peste Suína Clássica

Bolívia obtém status internacional de área livre de PSC em Santa Cruz

Certificação coloca o principal polo suinícola boliviano na vitrine do mercado externo; país acumula salto de 78% na produção de carne

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Bolívia obtém status internacional de área livre de PSC em Santa Cruz

A geografia do comércio de proteína animal na América do Sul ganhou um novo componente competitivo. A Organização Mundial de Saúde Animal (WOAH), durante sua 93ª Sessão Geral em Paris, concedeu à Bolívia o status oficial de zona livre de Peste Suína Clássica (PSC) sem vacinação para o departamento de Santa Cruz, o coração da suinocultura daquele país.

O certificado técnico, estruturado com base nas exigências do Código Sanitário para Animais Terrestres, valida os controles sanitários locais. Para manter a certificação internacional, o governo boliviano precisará sustentar um programa de vigilância epidemiológica ativa na fronteira e reportar anualmente o status do plantel às autoridades globais.

O avanço produtivo da suinocultura boliviana

Embora o país vizinho ainda retenha uma fatia tímida no market share global de exportação de carne suína, o selo sanitário funciona como um ativo estratégico para atrever investimentos privados na modernização de granjas e plantas frigoríficas comerciais.

A conquista acompanha uma reestruturação produtiva que ocorre na Bolívia há duas décadas, impulsionada pelo avanço do consumo doméstico e tecnificação do campo.

  • Evolução histórica: A produção nacional de carne suína saltou de 76.380 toneladas em 2007 para 135.959 toneladas no fechamento do balanço de 2024 — um crescimento consolidado de 78%.

  • Recuperação pós-pandemia: Após um recuo momentâneo em 2020 devido aos gargalos logísticos da Covid-19, o setor acelerou o passo. Apenas entre 2022 e 2024, a taxa de expansão interna foi de 10,7%.

Santa Cruz consolida hegemonia e mira exportação

Com o novo status de área livre de PSC, Santa Cruz deve distanciar-se ainda mais das outras regiões produtoras. O departamento responde sozinho por 40% de toda a carne suína gerada em território boliviano.

Atrás da liderança de Santa Cruz, o departamento de La Paz desponta como a região de crescimento mais veloz, puxado pela demanda dos centros urbanos, seguido por Chuquisaca. Juntos, os três principais estados suícolas concentram 75% da oferta nacional de grangeria.

O reconhecimento da WOAH é avaliado por analistas de mercado como o passaporte que faltava para a Bolívia iniciar negociações bilaterais de abertura de mercado com players da Ásia e da própria América Latina, elevando o patamar de exigência técnica e competitividade regional de grãos e carnes no bloco do Mercosul.

Fonte : Pig Progress

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