Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,93 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,10 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,87 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,20 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,42 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,48 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,53 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,73 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 141,81 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 154,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,74 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.457,55 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.355,06 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,21 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,16 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 162,73 / cx
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Internacional

Lei de desmatamento à EUDR: o que muda para o mercado global de suínos?

Nova regulamentação britânica exigirá rastreabilidade total da soja usada na ração animal; importadores com faturamento acima de £ 1 milhão terão de comprovar geolocalização dos grãos

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Lei de desmatamento à EUDR: o que muda para o mercado global de suínos?

O governo do Reino Unido confirmou que irá espelhar as diretrizes do rigoroso regulamento de desmatamento da União Europeia (conhecido como EUDR) em sua futura legislação nacional contra o desmatamento (GB deforestation legislation). O anúncio, feito durante a London Climate Action Week, acende o sinal de alerta para a cadeia global de proteína animal, especialmente para o setor de suínos, que depende diretamente de commodities de risco florestal para a formulação de rações.

Na prática, a nova lei britânica exigirá que empresas com faturamento anual superior a £ 1 milhão realizem uma auditoria de due diligence (diligência prévia) para garantir que os insumos importados foram produzidos em conformidade com as leis ambientais locais. Para a suinocultura, o maior impacto está na compra de soja, principal fonte proteica da dieta dos suínos.

O impacto na suinocultura: Exigência de geolocalização para a ração

O mecanismo regulatório britânico vai impor uma rotina operacional complexa para as tradings, indústrias de alimentação animal e integradoras que abastecem o mercado de carne suína do Reino Unido. As empresas serão obrigadas a:

  • Rastreabilidade da Raia de Produção: Coletar e armazenar dados de geolocalização por satélite que comprovem a coordenada exata da fazenda onde a soja foi colhida, garantindo que o grão que alimenta os suínos não venha de áreas desmatadas;

  • Canais Auditáveis no Campo: Implementar sistemas internos de auditoria contínua de fornecedores de grãos e coprodutos;

  • Prestação de Contas: Emitir relatórios públicos periódicos sobre suas atividades de conformidade e mitigação de risco ambiental.

Com essa medida, frigoríficos e marcas de carne suína que exportam para o Reino Unido (ou que vendem carne de animais alimentados com soja importada) precisarão certificar toda a linha do tempo do grão, sob o risco de perderem o acesso às gôndolas britânicas.

Alinhamento estratégico para evitar barreiras e custos na cadeia de carnes

A decisão do governo de alinhar as regras da Grã-Bretanha à EUDR visa proteger a integridade do mercado interno. Devido aos acordos pós-Brexit e ao acesso exclusivo da Irlanda do Norte ao mercado único europeu, as regras da EUDR da União Europeia passarão a valer na Irlanda do Norte a partir de 30 de dezembro de 2026.

Caso a Grã-Bretanha adotasse um padrão regulatório diferente para grãos e carnes, o setor de proteína animal enfrentaria dupla burocracia, custos de conformidade duplicados e severos gargalos logísticos para movimentar produtos e animais entre os países do próprio Reino Unido.

“Combater o desmatamento global é uma das formas mais eficazes de enfrentarmos as mudanças climáticas. É por isso que estamos fiscalizando nossas próprias cadeias de suprimentos. Eliminar produtos ligados ao desmatamento ilegal — inclusive na alimentação de plantéis — protege ecossistemas e fortalece nossa resiliência de longo prazo”, afirmou a ministra da Natureza do Reino Unido, Mary Creagh.

O British Retail Consortium (Consórcio de Varejo Britânico) apoiou o alinhamento para evitar custos desnecessários aos supermercados e consumidores, mas cobrou uma postura pragmática de fiscalização na transição para que não haja desabastecimento de carnes e produtos de consumo na virada do ano. O governo britânico abrirá uma consulta pública oficial em breve para detalhar os prazos e as metodologias de aplicação da lei para o setor agropecuário.

Fonte: Pig World

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