O desempenho de suíno e bovina no primeiro semestre indica ajuste estrutural nas vendas externas brasileiras
Mudança no perfil de demanda chinesa acelera diversificação das exportações de proteína

A redução do volume de compras chinesas de carne bovina e a manutenção do crescimento das exportações de suíno apontam para uma reconfiguração gradual da demanda externa por proteína animal brasileira. O encerramento da cota chinesa em junho não interrompeu o ritmo de embarques, conforme dados do Canal Rural, o que sugere que frigoríficos já vinham ampliando contatos com outros mercados.
A CNN Brasil registrou que a pecuária entra em nova fase com a alteração do padrão de compras da China. Esse movimento coincide com o recorde de exportação de arroz no primeiro semestre, segundo o CEPEA, e com o recorde mensal de algodão em junho, reportado pelo Canal Rural. O conjunto indica que o agronegócio brasileiro tem conseguido sustentar volumes de exportação em diferentes cadeias mesmo diante de variações na demanda de um único parceiro.
A continuidade desse processo dependerá da capacidade de manutenção de acesso a mercados que exigem status sanitário e da evolução dos preços internos de commodities, como a soja, que também registrou alta em Chicago com compras chinesas no mesmo período.
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Da Redação























