Retirada da autorização eleva custo de acesso ao mercado europeu e reforça a importância do câmbio e de destinos alternativos no curto prazo
Exclusão da UE pressiona margens de exportação de proteína animal brasileira

A exclusão do Brasil da lista de exportadores autorizados de proteína animal pela União Europeia altera a equação de rentabilidade das vendas externas de frango e suíno. Com o dólar PTAX fechado a R$ 5,1088 em 10 de julho, a perda de acesso direto ao mercado europeu aumenta a dependência de outros destinos e reduz a capacidade de precificação premium.
Os dados acumulados de exportação entre janeiro e julho de 2026, divulgados pela Secex, mostram que o desempenho do setor de carnes continua relevante no balanço comercial. A restrição europeia, no entanto, deve redirecionar volumes para mercados com menor poder de compra ou maior exigência de desconto, comprimindo margens.
A portaria de preços mínimos para soja, milho e trigo publicada pelo MAPA e a projeção de menor colheita de trigo pela Conab adicionam pressão de custo na ração. O efeito combinado tende a reduzir a competitividade da proteína animal brasileira em um momento de dólar elevado.
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Da Redação























