Novos surtos em javalis acendem o alerta nos estados de Brandemburgo e Saxônia; país monitora quatro zonas ativas do vírus na fauna silvestre neste mês de julho
Peste Suína Africana ressurge na Alemanha e quebra trégua de erradicação na fronteira polonesa

Os estados da Alemanha Oriental estavam bem encaminhados para celebrar a erradicação da Peste Suína Africana (PSA), mas o vírus mostrou que continua à espreita. Em julho de 2026, novas detecções em populações de javalis selvagens em Brandemburgo e na Saxônia interromperam uma trégua de mais de um ano sem registros da doença nessas regiões, reacendendo o alerta sanitário no coração da Europa.
O retorno do vírus na fronteira com a Polônia
A robusta cerca física construída na fronteira germano-polonesa tenta conter a migração dos animais, mas a pressão epidemiológica vinda do país vizinho continua alta.
Brandemburgo: O estado confirmou oito novos casos de PSA em javalis selvagens entre os dias 7 e 14 de julho. Os registros ocorreram no distrito de Uckermark, ao sul da cidade de Schwedt an der Oder. Como a área afetada já fica dentro de uma zona de segurança e amortecimento preexistente, as autoridades acreditam que o foco será contido sem alardes. O fato frustrante para os técnicos é que o último caso no estado havia sido relatado entre abril e maio de 2025 — justamente os 12 meses exigidos para que uma região seja considerada oficialmente livre da doença.
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Saxônia: A situação ao sul de Brandemburgo gera um pouco mais de preocupação. O estado estava sem registros desde fevereiro de 2025. Porém, exatamente quando comemorava um ano sem infecções, a PSA ressurgiu em 1º de abril de 2026. No acumulado deste ano, já são 86 javalis infectados na região entre Görlitz e Bautzen. O lado positivo é que o surto perdeu força: após o pico em abril e maio, julho registrou apenas uma carcaça positiva até o momento. Curiosamente, do outro lado da fronteira, os dados poloneses não apontam circulação ativa do vírus nessa linha divisória imediata.
Mapeamento: As 4 zonas ativas de PSA na Alemanha
Com os novos episódios, o mapa epidemiológico alemão conta atualmente com quatro áreas sob monitoramento estrito devido à circulação do vírus na fauna silvestre:
Brandemburgo: Zona de fronteira com focos recentes e controlados na zona tampão.
Saxônia: Região de ressurgimento com pico no início do ano e forte desaceleração em julho.
Hesse: Localizada nos arredores de Frankfurt am Main, esta zona antiga segue estável e com baixa atividade, somando apenas 7 animais infectados entre junho e julho.
Renânia do Norte-Vestfália: É o ponto geograficamente mais sensível para o mercado de carne suína, por estar próximo à Baixa Saxônia, região que concentra o maior plantel produtivo do país. Os surtos locais felizmente despencaram em julho, com apenas 17 casos registrados (em contraste gritante com os 137 vistos em abril). Desde junho de 2025, esta zona contabiliza 812 javalis infectados.
Granjas comerciais seguem blindadas
Apesar do avanço persistente da PSA entre os javalis, os rigorosos protocolos de biossegurança das fazendas alemãs têm funcionado como uma verdadeira muralha. Desde que a doença entrou no país, em 2020, o vírus foi confirmado em apenas 19 propriedades comerciais em todo o território nacional — com a grande maioria dos casos restrita ao estado de Hesse.
Manter o plantel produtivo totalmente livre da PSA é a prioridade absoluta da Alemanha para evitar embargos comerciais massivos e proteger o abastecimento interno e o bloco europeu.
Fonte: Pig Progress























