Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,35 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,75 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,55 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,67 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,72 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,73 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 144,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 163,60 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.562,68 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.468,08 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,63 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,46 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Carbono Zero

Aluna da UTFPR cria ferramenta que calcula cenário de carbono zero até 2050

O Brasil se comprometeu a diminuir em 50% as emissões de carbono até 2030, em ao ano de 2005

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Aluna da UTFPR cria ferramenta que calcula cenário de carbono zero até 2050

A aluna do curso de Engenharia de Controle e Automação do Campus Curitiba, Caroline Zanata Pereira, criou uma ferramenta, a qual faz simulações de possíveis cenários entre tecnologias, frota e combustíveis, para que se possa atingir a neutralidade de carbono no ano de 2050 pela indústria automotiva.

O Brasil se comprometeu a diminuir em 50% as emissões de carbono até 2030, em ao ano de 2005. Além disso, o país afirmou a meta de alcançar a neutralidade de carbono até 2050, durante a última Conferência das Nações Unidas de Mudanças Climáticas (COP26), em novembro do ano passado.

Para isso, o país precisa investir em três pilares: novas tecnologias, passivo de frota circulante e o uso de biocombustíveis.

Segundo o artigo da aluna Caroline Zanata, a indústria automotiva possui um papel muito importante na contribuição com o efeito estufa. “As emissões dos transportes no Brasil representam uma parcela de 9,03% da emissão total”.

Ela estudou o caminho para a neutralização de carbono na área automotiva com as emissões de CO2, o conceito do poço à roda e o impacto da frota circulante.

Para fazer as previsões, ela criou então uma ferramenta que simula cenários entre tecnologias, frota e combustíveis para as metas serem atingidas. A ferramenta integra os cálculos, o qual o usuário pode acessar e preencher parâmetros de combustíveis, frota e tecnologia e ela propõe cenários para a neutralização do carbono por meio de um gráfico que contém informações de 2020 até 2050.

Segundo o artigo ‘Análise da neutralidade de carbono do poço-à-roda no setor automotivo brasileiro”, feito pela estudante com participação de outros autores como Damiam Moretti, Edvam Palioto, Gabirel Nicheli Sampaio e Murilo Artur Ortolan, a ferramenta foi utilizada nestes estudos.

Poço à roda (ou Well-to-Wheel (WtW) em inglês), significa medir emissões de CO2 desde a obtenção do combustível (em sua forma bruta), transporte e refino até a combustão nos motores e escapamento do veículo. É o chamado ciclo de vida fechado.

“Assim, garantimos que serão consideradas todas as emissões de CO2, desde a produção do combustível até a saída dos gases no escapamento do veículo”, explica.

Dentre os cenários de referências analisados no artigo, o mais promissor para a continuação do estudo foi o cenário que utiliza a gasolina E85, sem o uso de etanol hidratado (0% de E100), com uma taxa de eletrificação de frota e limitação de circulação de carros maiores que 20 anos de idade. A partir disto, simulamos também os efeitos do aumento no uso do etanol 2G (com menor intensidade de carbono) para redução de CO2.

“Neste caso, o Etanol Anidro 2G é misturado junto ao Etanol Anidro 1G na formulação da gasolina E85.  Quanto a eletrificação da frota, as vendas dos carros elétricos são progressivas e começam hipoteticamente a partir de 2025. Neste caso, chegando a uma frota “eletrificada” de 60% em 2050, a neutralidade de carbono é atingida”, detalha no documento. 

Neutralidade do carbono

A neutralidade de carbono é quando se emite a mesma quantidade de CO2 na atmosfera que aquela que se retira por diferentes vias, o que deixa um balanço zero, também denominado pegada de carbono zero. É uma compensação de carbono na atmosfera, ou seja, são maneiras para compensar o carbono que emitimos com o que retiramos ou capturamos. 

É importante entender que a neutralização de carbono não é a proibição de emissão de CO2, aliás, é muito difícil hoje em dia não emitir CO2 onde a maioria das atividades industriais são derivadas de alguma queima de combustível fóssil, até mesmo para a geração de energia elétrica. 

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