Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 66,81 / kg
Soja - Indicador PRR$ 120,41 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 126,45 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,97 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,75 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 5,67 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 5,27 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 5,18 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 5,47 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 156,60 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 157,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,22 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 177,34 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 148,58 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 167,80 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,34 / kg
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Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.329,31 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.227,27 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 180,12 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 152,51 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 165,67 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 179,88 / cx
Tecnologia

Mapeamento inédito com imagens de satélite aponta oportunidades para restauração e políticas climáticas

Saiba mais sobre o mapeamento inédito que aponta áreas abandonadas em Buritizeiro e suas implicações para restauração ambiental

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Mapeamento inédito com imagens de satélite aponta oportunidades para restauração e políticas climáticas

Um estudo pioneiro conduzido pela Embrapa em parceria com a Universidade de Brasília identificou mais de 13 mil hectares de áreas agrícolas abandonadas no município de Buritizeiro, no bioma Cerrado. O volume corresponde a quase 5% da área agrícola local entre 2018 e 2022 e representa a primeira avaliação detalhada desse tipo na região.

A pesquisa utilizou imagens do satélite Sentinel-2, da Agência Espacial Europeia, combinadas com técnicas de inteligência artificial baseadas em aprendizado profundo. O modelo aplicado, uma Rede Neural Totalmente Conectada (FCNN), permitiu classificar diferentes usos da terra com alto nível de precisão, atingindo acurácia de 94,7%.

Silvicultura lidera áreas abandonadas

Os resultados indicam que 87% das áreas abandonadas correspondem a antigas plantações de eucalipto, anteriormente destinadas à produção de carvão vegetal. A região apresenta forte presença dessa atividade, além da pecuária bovina, mas enfrenta desafios como queda de produtividade em períodos secos e aumento dos custos de insumos.

Segundo os pesquisadores, fatores econômicos foram determinantes para o abandono dessas áreas, especialmente a redução da atratividade da produção de carvão vegetal, impactada por custos logísticos e de produção mais elevados. Parte desse material era destinado ao polo siderúrgico de Sete Lagoas.

O estudo também aponta que não houve abandono significativo de lavouras anuais, como soja e milho, no período analisado, indicando maior resiliência dos sistemas agrícolas intensivos.

Ferramenta estratégica para políticas públicas

Os mapas gerados oferecem base técnica para políticas públicas voltadas à restauração ambiental, planejamento territorial e mitigação das mudanças climáticas. Entre as aplicações potenciais estão:

  • Identificação de áreas para restauração ecológica

  • Estimativa de sequestro de carbono

  • Criação de corredores ecológicos no Cerrado

  • Inclusão de áreas subutilizadas em programas ambientais

De acordo com os especialistas, o estudo reforça a necessidade de políticas que reduzam a volatilidade dos custos de insumos e incentivem alternativas produtivas sustentáveis, especialmente para pequenas e médias propriedades.

Limitações e avanços metodológicos

Apesar dos resultados consistentes, os pesquisadores destacam limitações, como a necessidade de séries históricas mais longas para diferenciar abandono permanente de práticas temporárias, como o pousio. Outro desafio é a distinção entre pastagens degradadas e vegetação nativa, devido à similaridade espectral nas imagens de satélite.

Ainda assim, a pesquisa comprova o potencial do uso de inteligência artificial associada ao sensoriamento remoto como ferramenta robusta para monitoramento do uso da terra em savanas tropicais. O avanço metodológico abre caminho para análises mais precisas e para a formulação de estratégias integradas de sustentabilidade no Cerrado brasileiro.

Referência: EMBRAPA

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