Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,29 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,18 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,89 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,86 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,04 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,26 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,59 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,71 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,69 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 133,21 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 148,24 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 149,07 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 124,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,52 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.510,24 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.400,50 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,97 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 127,22 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 141,41 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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Conjuntura

Cenário agrícola é de preços baixos, confirma Luiz Gonzaga Belluzzo, ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda e professor do Instituto de Economia da Unicamp.

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Da Redação 07/07/2005 – Os produtores agrícolas brasileiros terão pela frente, nas duas próximas safras, um cenário internacional de novas reduções de preços. E, nesse cenário, a competitividade dependerá mais estreitamente da política monetária a ser adotada pelo país. A avaliação é de Luiz Gonzaga Belluzzo, ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda e professor do Instituto de Economia da Unicamp, apresentada ontem em seminário na Câmara Americana de Comércio, em São Paulo.

Para ele, é um risco para o agronegócio a combinação, nos próximos anos, do real apreciado em relação ao dólar – em caso de manutenção da política monetária – e da desaceleração da economia mundial, principalmente nos EUA e na China, que certamente levarão à queda nos preços das commodities por redução da demanda mundial. “Não é uma tendência imediata, mas deve ocorrer em um ano ou um ano e meio”, afirmou.

A avaliação de Belluzzo “casa” com relatório recente da FAO – braço da ONU para agricultura e alimentação- , que prevê queda nos preços das commodities agrícolas no longo prazo devido ao excesso de produção, maior produtividade e políticas distorcivas de subsídios dos países ricos. Segundo a FAO, o preço real dos produtos caiu 2% ao ano nos últimos 40 anos, prejudicando a renda de mais de 2,5 bilhões de produtores de países em desenvolvimento.

Para Belluzzo, a solução para o país se manter competitivo deverá passar por uma mudança na política monetária, que ele considera “inadequada”, com câmbio valorizado e juros altos. Ele compara o quadro brasileiro com o da China, que tem juros baixíssima e luta, desde a década de 90, para manter o seu yuan desvalorizado.

“Com uma combinação de câmbio desvalorizado e superávit primário alto – de US$ 600 bilhões, contra US$ 35 bilhões do Brasil – , a China conseguiu criar uma política interna de crédito muito generosa, que garantiu investimentos nas indústrias”, disse. Segundo ele, enquanto a relação entre crédito privado e PIB na China é de 200%, no Brasil, é de 28%. No Chile, a relação é de 80%.

Ele disse que se a política monetária atual está longe da ideal, a proposta do governo de déficit nominal zero – que pretende aumentar o superávit primário – também apresenta riscos. “O aumento do superávit não necessariamente implicará em queda de juros”. Para ele, será necessário reduzir a taxa real dos juros para atrair investimentos ao setor produtivo”, afirmou.

 

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