Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 67,18 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,14 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 154,91 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,33 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,43 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,49 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,67 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,60 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,62 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,40 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.560,92 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.455,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,63 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Liberação de linhas de crédito para a suinocultura beneficia o TAC

A Liberação deve ser feita a juro zero e prazo de amortização de até 10 anos para que produtores invistam em ações de correção ambiental sem comprometer a capacidade de pagamento.

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Redação SI (02/03/06)- A Embrapa Suínos e Aves, empresa de pesquisa agropecuária vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, acredita que a aprovação de linhas de crédito especiais para que os suinocultores possam investir em projetos ambientais vai beneficiar diretamente o Termo de Ajustamento de Condutas da Suinocultura Catarinense (TAC), aplicado em 19 municípios do Alto Uruguai de Santa Catarina. O termo é considerado uma intervenção modelo nos problemas ambientais gerados pela suinocultura e será levado para as demais regiões que concentram a atividade em Santa Catarina a partir de 2006.

No dia 22 de fevereiro, a Câmara Setorial do Milho, Sorgo, Aves e Suínos aprovou em Brasília, uma proposta de criação de uma linha de crédito para investimento em obras que diminuam o impacto ambiental de dejetos gerados pela suinocultura. A proposta está na Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e posteriormente passará pelo Conselho Monetário Nacional.

A proposta de linha de crédito foi encaminhada à câmara por meio de Nota Técnica elaborada pelos ministérios da Agricultura, Meio Ambiente (MMA), Desenvolvimento Agrário (MDA) e Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). A nota sugere a criação de uma linha de crédito a juro zero e prazo de amortização de até 10 anos para que produtores invistam em ações de correção ambiental sem comprometer a capacidade de pagamento.

De acordo com o pesquisador Cláudio Bellaver, chefe-adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Suínos e Aves e secretário-executivo da Câmara Setorial, a partir de levantamento realizado em 2005 calcula-se que o Brasil tenha um rebanho de 2,3 milhões matrizes, das quais 1,4 milhão fazem parte do rebanho industrial. O volume de abate anual pode ser um bom indicador para o rebanho total, correspondendo a cerca de 34 milhões de cabeças, sendo 28 milhões do rebanho industrial.

Santa Catarina é o maior produtor nacional de carne suína e precisa urgentemente de recursos para investimento nas propriedades que produzem suínos para diminuir o impacto ambiental da atividade. Uma das limitações para a aplicação do TAC era essa. Esperamos que os recursos sejam liberados num volume suficiente para atender a todos os produtores que necessitam melhorar a propriedade para diminuir o impacto ambiental que provocam, afirmou o pesquisador Cláudio Miranda, integrante do Núcleo de Meio Ambiente da Embrapa Suínos e Aves e um dos colaboradores do TAC.

A nota técnica aprovada pela Câmara Setorial prevê que o suinocultor só poderá acessar os recursos da linha de crédito especial se cumprir etapas semelhante a que foram aplicadas no TAC. É obrigatório que o produtor tenha um projeto técnico que aponte as melhorias indicadas para a propriedade e a validação de um órgão ambiental para o projeto. O suinocultor terá ainda que informar o Ministério Público Federal sobre o conteúdo das medidas a serem implementadas para corrigir o problema ambiental provocado pela atividade suinícola.

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